Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, afirmou na delação premiada, que a ex-senadora do Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-ministra dos Direitos Humanos e Relações Institucionais, Ideli Salvantti participou de um almoço com ex-deputado João Paulo Cunha (PT) para resolver assuntos relacionados à dívida de cerca de R$ 90 milhões da Transportes Dalçoquio com a BR Distribuidora, braço da estatal.
O ex-diretor disse que a ministra Ideli e outros políticos receberam propina pelo negócio. Dalçoquio é a maior transportadora da BR Distribuidora. Inclusive foi utilizada na época de Fernando Henrique Cardoso. Vários políticos foram apoiados pela Dalçoquio.
Segundo o Estadão, Ideli comunicou por meio de assessoria que "não tem qualquer recordação de reunião com Nestor Cerveró para tratar de qualquer assunto". A ex-ministra é atualmente assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, Estados Unidos.
Dalçoquio
Criada em 1968, a transportadora já mantinha vínculos estreitos com a Petrobras. No começo, tinha apenas cinco caminhões, mas depois que firmou parceria com a estatal, a frota chegou a cinquenta caminhões.
Propina no governo FHC
O governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) recebeu propina de US$ 100 milhões pela compra da empresa petrolífera Perez Companc. A confirmação é do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e de um documento apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT/MS), ex-líder do governo no Senado.
O papel foi apreendido pela Procuradoria-Geral da República no dia 25 de novembro, quando o senador Delcidio foi preso por interferir nas investigações da Operação Lava Jato. O documento não explica quem recebeu o dinheiro.
Cerveró disse que a venda da "Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Pérez Companc e de Oscar Vicente, principal operador do presidente da Argentina Carlos Menem (1989-1999) durante os primeiros anos da nova gestão”.
O ex-diretor disse que a ministra Ideli e outros políticos receberam propina pelo negócio. Dalçoquio é a maior transportadora da BR Distribuidora. Inclusive foi utilizada na época de Fernando Henrique Cardoso. Vários políticos foram apoiados pela Dalçoquio.
Imagem: Ueslei Marcelino /Reuters
Ideli Salvantti
Ideli Salvantti Segundo o Estadão, Ideli comunicou por meio de assessoria que "não tem qualquer recordação de reunião com Nestor Cerveró para tratar de qualquer assunto". A ex-ministra é atualmente assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, Estados Unidos.
Dalçoquio
Criada em 1968, a transportadora já mantinha vínculos estreitos com a Petrobras. No começo, tinha apenas cinco caminhões, mas depois que firmou parceria com a estatal, a frota chegou a cinquenta caminhões.
Propina no governo FHC
O governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) recebeu propina de US$ 100 milhões pela compra da empresa petrolífera Perez Companc. A confirmação é do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e de um documento apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT/MS), ex-líder do governo no Senado.
O papel foi apreendido pela Procuradoria-Geral da República no dia 25 de novembro, quando o senador Delcidio foi preso por interferir nas investigações da Operação Lava Jato. O documento não explica quem recebeu o dinheiro.
Cerveró disse que a venda da "Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Pérez Companc e de Oscar Vicente, principal operador do presidente da Argentina Carlos Menem (1989-1999) durante os primeiros anos da nova gestão”.
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