A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, suspeito de enviar dinheiro ilegal a uma amante, na Espanha, por meio de um contrato fictício feito pela empresa Brasif Exportação e Importação. A informação foi divulgada em nota pelo Ministério da Justiça, confira no final da matéria.
De acordo com a Folha de São Paulo, a mulher citada trata-se da jornalista Miriam Dutra, com quem teve um relacionamento extraconjugal com o ex-presidente. Ela mesma teria relatado o suposto crime, cometido por Fernando Henrique quando ele ainda governava o Brasil. Segundo Miriam, o valor mensal para sustentar ela e o filho Tomás, era de três mil dólares entre os anos de 2002 e 2006.
Conforme informações do Estadão, o ex-presidente admitiu ter dado um apartamento de 200 mil euros a Tomás, mesmo após o teste de DNA ter dado negativo. Porém, negou qualquer irregularidade durante a sua governança na República. Miriam, que mora no exterior desde 1991, ainda contou que sofreu ameaças para não retornar ao Brasil na época da campanha de reeleição de FHC.
A empresa citada que atua no ramo de free shop (comercialização de produtos importados com valor mais baixo, situados em aeroportos), confirma os repasses feitos à jornalista, mas alega que ela teria sido contratada para realizar pesquisas de mercado em lojas deste ramo e nega o suposto envolvimento na contratação entre eles.
Leia abaixo as íntegra das notas divulgadas pelo Ministério da Justiça e pela assessoria de Fernando Henrique Cardoso:
Nota do Ministério da Justiça
O Ministério da Justiça informa que a Polícia Federal, no âmbito das suas competências constitucionais, determinou nesta sexta-feira (26), a abertura de inquérito para apurar a ocorrência de eventuais ilícitos criminais noticiados por Mirian Dutra Schimidt, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, na coluna Monica Bergamo, no último dia 17 de fevereiro de 2016. O inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor.
Nota da assessoria de FHC
O presidente Fernando Henrique Cardoso reafirma que todas as suas operações financeiras internacionais foram feitas a partir de contas bancárias declaradas, com recursos próprios. A empresa citada no noticiário já esclareceu que o presidente não teve qualquer participação na contratação da jornalista. Apesar de não haver nada de que possa ser incriminado e de o assunto ser de âmbito privado, o presidente prestará todos os esclarecimentos que se fizerem necessários.
De acordo com a Folha de São Paulo, a mulher citada trata-se da jornalista Miriam Dutra, com quem teve um relacionamento extraconjugal com o ex-presidente. Ela mesma teria relatado o suposto crime, cometido por Fernando Henrique quando ele ainda governava o Brasil. Segundo Miriam, o valor mensal para sustentar ela e o filho Tomás, era de três mil dólares entre os anos de 2002 e 2006.
Conforme informações do Estadão, o ex-presidente admitiu ter dado um apartamento de 200 mil euros a Tomás, mesmo após o teste de DNA ter dado negativo. Porém, negou qualquer irregularidade durante a sua governança na República. Miriam, que mora no exterior desde 1991, ainda contou que sofreu ameaças para não retornar ao Brasil na época da campanha de reeleição de FHC.
Imagem: Folha de São Paulo
Miriam Dutra
Miriam DutraA empresa citada que atua no ramo de free shop (comercialização de produtos importados com valor mais baixo, situados em aeroportos), confirma os repasses feitos à jornalista, mas alega que ela teria sido contratada para realizar pesquisas de mercado em lojas deste ramo e nega o suposto envolvimento na contratação entre eles.
Leia abaixo as íntegra das notas divulgadas pelo Ministério da Justiça e pela assessoria de Fernando Henrique Cardoso:
Nota do Ministério da Justiça
O Ministério da Justiça informa que a Polícia Federal, no âmbito das suas competências constitucionais, determinou nesta sexta-feira (26), a abertura de inquérito para apurar a ocorrência de eventuais ilícitos criminais noticiados por Mirian Dutra Schimidt, em matéria publicada pela Folha de São Paulo, na coluna Monica Bergamo, no último dia 17 de fevereiro de 2016. O inquérito tramitará em sigilo, na forma da legislação em vigor.
Nota da assessoria de FHC
O presidente Fernando Henrique Cardoso reafirma que todas as suas operações financeiras internacionais foram feitas a partir de contas bancárias declaradas, com recursos próprios. A empresa citada no noticiário já esclareceu que o presidente não teve qualquer participação na contratação da jornalista. Apesar de não haver nada de que possa ser incriminado e de o assunto ser de âmbito privado, o presidente prestará todos os esclarecimentos que se fizerem necessários.

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