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Política

Justiça bloqueia R$ 35,5 milhões de João Santana e esposa

Além deles, foram bloqueadas também as contas de empresas e outros envolvidos na investigação.

O Banco Central bloqueou R$ 35,5 milhões das contas do marqueteiro do PT, João Santana, de sua esposa, Mônica Moura e outros envolvidos na denúncia que investiga irregularidades em campanhas eleitorais brasileiras. O bloqueio se deu em razão do cumprimento de uma ordem do juiz federal Sérgio Moro – responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância.

Imagem: Geraldo BubniakJoão Santana e Mônica Moura(Imagem:Geraldo Bubniak)João Santana e Mônica Moura

Segundo a Veja, foram bloqueadas quatro contas de Mônica, equivalente a mais de 28 milhões de reais, dez vezes a mais do total encontrado na conta do marqueteiro, cerca de R$ 2,7 milhões. Mônica é sócia de Santana e atuava como “caixa” do casal.

Foram bloqueadas também R$ 407.305,17 da Polis Propaganda & Marketing, empresa em que Santana usava para realizar as campanhas eleitorais de brasileiros, R$ 534.936,57 da Eagle do Brasil, outra empresa do casal e de familiares; 4,4 milhões de reais do engenheiro Zwi Scornicki, suspeito de repassar R$ 4,5 milhões de dólares ao casal e 1,9 milhões de Fernando Migliaccio da Silva, funcionário da Odebrecht, responsável por operar os pagamentos em contas secretas.

Relembre o caso
A polícia federal investiga o casal pela não declaração de contas nos exterior, derivadas de campanhas eleitorais. Segundo O G1, a suspeita é que eles tenham desviado 7,5 milhões de dólares da Petrobras para bancar a campanha de Dilma (2010 e 2014) e a reeleição de Lula (2006).

João Santana e Mônica Moura foram detidos no dia 23 de fevereiro após se entregarem a Polícia Federal, quando retornavam da República Dominicana. A prisão deles foi prorrogada até o dia 03 de março.

De acordo com as investigações, três milhões de dólares teriam sido pagos pela empreiteira Odebrecht entre os anos de 2012 e 2013. E os outros 4,5 milhões de dólares pelo engenheiro Zwi Skornicki entre 2013 e 2014. O engenheiro, apontado como o “cabeça” do esquema também foi preso na 23ª fase, chamada de Operação Acarajé.
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