O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, informou que a presidente Dilma Rousseff deve se manifestar hoje (18) após a aprovação da abertura do impeachment na Câmara dos Deputados. O texto agora segue para o Senado Federal.
Segundo o ‘G1’, Cardozo ainda ressaltou Dilma não irá renunciar nem fraquejar. "Eu ouvi indagarem: ela [Dilma] vai renunciar? Ela vai de alguma forma fraquejar? Não. Uma pessoa que acredita em causas que luta por causa vai até o fim desta luta para escrever na história que ela não se acorvadou e que brigou pelo que acredita. Se ela é vítima hoje de uma ação orquestrada, cabe a ela lutar com suas forças para demonstrar à sociedade que não se abre mão da democracia que foi tão duramente conquistada".
Ele também declarou que o governo recebeu com “tristeza e indignação” o resultado da votação do processo na Câmara. "Isso nos mostra com clareza, e essa é a razão da tristeza e da indignação, que a decisão da Câmara foi puramente política, e não é isso o que nossa Constituição prescreve para o impeachment”. Para o chefe da AGU, não há embasamento nas denúncias contra a presidente e complementou “nenhum governo que nasce diante de uma ruptura institucional tem legitimidade ou consegue pacificar o país”.
Ontem (17), a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de afastamento contra a presidente com 367 votos favoráveis, 137 contrários, sete abstenções e duas ausências.
Se o texto for aprovado por 41 dos 81 senadores (maioria simples), Dilma é afastada do cargo por até 180 dias para o julgamento final, onde então deve ter no mínimo dois terços do total de votos favoráveis para a cassação da presidente, que equivale a 54 senadores. A partir daí, quem assume a governança do país até as próximas eleições é o vice-presidente, Michel Temer. Porém, se ela for absolvida, reassume imediatamente o mandato.
Imagem: Exame
Ministro Cardozo e Presidente Dilma
Ministro Cardozo e Presidente DilmaSegundo o ‘G1’, Cardozo ainda ressaltou Dilma não irá renunciar nem fraquejar. "Eu ouvi indagarem: ela [Dilma] vai renunciar? Ela vai de alguma forma fraquejar? Não. Uma pessoa que acredita em causas que luta por causa vai até o fim desta luta para escrever na história que ela não se acorvadou e que brigou pelo que acredita. Se ela é vítima hoje de uma ação orquestrada, cabe a ela lutar com suas forças para demonstrar à sociedade que não se abre mão da democracia que foi tão duramente conquistada".
Ele também declarou que o governo recebeu com “tristeza e indignação” o resultado da votação do processo na Câmara. "Isso nos mostra com clareza, e essa é a razão da tristeza e da indignação, que a decisão da Câmara foi puramente política, e não é isso o que nossa Constituição prescreve para o impeachment”. Para o chefe da AGU, não há embasamento nas denúncias contra a presidente e complementou “nenhum governo que nasce diante de uma ruptura institucional tem legitimidade ou consegue pacificar o país”.
Ontem (17), a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de afastamento contra a presidente com 367 votos favoráveis, 137 contrários, sete abstenções e duas ausências.
Se o texto for aprovado por 41 dos 81 senadores (maioria simples), Dilma é afastada do cargo por até 180 dias para o julgamento final, onde então deve ter no mínimo dois terços do total de votos favoráveis para a cassação da presidente, que equivale a 54 senadores. A partir daí, quem assume a governança do país até as próximas eleições é o vice-presidente, Michel Temer. Porém, se ela for absolvida, reassume imediatamente o mandato.
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