A presidente afastada Dilma Rousseff enviou uma carta à comissão do impeachment no Senado em que se diz vítima de uma "farsa jurídica e política". O advogado de Dilma, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, leu o documento na sessão do colegiado desta quarta-feira (6).
De acordo com o G1, Cardozo iniciou a leitura da carta da defesa da presidente afastada por volta de 12h09. Ele substituiu a petista após ela ter decidido não comparecer na Comissão Especial do Impeachment, o ex-ministro leu o posicionamento da defesa.
"O destino sempre me reservou grandes desafios. Alguns pareciam intransponíveis, mas eu consegui vencê-los. Já sofri a dor indizível da tortura, já passei pela dor aflitiva da doença, e hoje sofro a dor igualmente inominável da injustiça. O que mais me dói neste momento é a injustiça. O que mais dói é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e política", escreveu Dilma.
“Não há, na edição desses decretos, a menor possibilidade de que se possa configurar juridicamente a ocorrência de qualquer crime de responsabilidade [...] Não houve desrespeito às metas financeiras estabelecidas. Não houve, no caso, qualquer comportamento ilícito e grave capaz de configurar um verdadeiro ‘atentado’ à nossa Constituição”, afirmou a petista na carta lida por Cardozo.
No documento Dilma ainda disse que a consumação do impeachment será “uma grande injustiça” e afirma que o Brasil “não merece viver uma nova ruptura democrática”. “Os que forem verdadeiramente isentos e justos jamais vincularão suas biografias a esta farsa”, finaliza Dilma.
De acordo com o G1, Cardozo iniciou a leitura da carta da defesa da presidente afastada por volta de 12h09. Ele substituiu a petista após ela ter decidido não comparecer na Comissão Especial do Impeachment, o ex-ministro leu o posicionamento da defesa.
"O destino sempre me reservou grandes desafios. Alguns pareciam intransponíveis, mas eu consegui vencê-los. Já sofri a dor indizível da tortura, já passei pela dor aflitiva da doença, e hoje sofro a dor igualmente inominável da injustiça. O que mais me dói neste momento é a injustiça. O que mais dói é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e política", escreveu Dilma.
Imagem: Exame
Dilma envia carta à comissão do Impeachment no Senado
A acusação disse que a presidente afastada desrespeitou a Lei Orçamentária Anual ao autorizar, entre os meses de julho e agosto, dotações orçamentárias baseadas em uma revisão da meta fiscal que ainda não havia sido aprovada pelo Legislativo.
Dilma envia carta à comissão do Impeachment no Senado“Não há, na edição desses decretos, a menor possibilidade de que se possa configurar juridicamente a ocorrência de qualquer crime de responsabilidade [...] Não houve desrespeito às metas financeiras estabelecidas. Não houve, no caso, qualquer comportamento ilícito e grave capaz de configurar um verdadeiro ‘atentado’ à nossa Constituição”, afirmou a petista na carta lida por Cardozo.
No documento Dilma ainda disse que a consumação do impeachment será “uma grande injustiça” e afirma que o Brasil “não merece viver uma nova ruptura democrática”. “Os que forem verdadeiramente isentos e justos jamais vincularão suas biografias a esta farsa”, finaliza Dilma.
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