Depois de visitar nesta terça-feira, 2, o Yad Vashem, o Centro de Memória do Holocausto, em Jerusalém, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse concordar com o chanceler Ernesto Araújo em relação à avaliação de que o nazismo foi um movimento de esquerda.
"Não há dúvida", resumiu a jornalistas quando questionado sobre o assunto em sua última agenda oficial durante a viagem que teve início no domingo. O presidente então continuou: "Partido Socialista..., como é que é? Partido Nacional-Socialista da Alemanha", pontuou.
A afirmação do presidente, no entanto, vai de encontro ao próprio museu visitado por ele, que diz em seu site que o Partido Nazista da Alemanha era um entre vários "grupos radicais de direita".
Inicialmente, a visita de Bolsonaro ao centro de memória também movimentou o Twitter, não pela visita em si, mas pela publicação recente do chanceler Ernesto Araújo de que o nazismo "foi um movimento de esquerda", agora ecoada pelo presidente.
A publicação de um vídeo da visita de Bolsonaro ao museu inflamou a discussão entre críticos e apoiadores do governo, bem como a discussão sobre o nazismo estar à esquerda ou à direita no espectro político. A movimentação tornou Holocausto uma das expressões mais citadas no Twitter do Brasil.
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