O presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira, afirmou que o partido continuará em posição de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo após o Palácio do Planalto realizar cortes em cargos ocupados por aliados considerados infiéis. O parlamentar minimizou a medida e destacou que a legenda não pretende condicionar sua postura política à ocupação de cargos, mantendo o distanciamento ideológico do Governo Federal.
Sob a liderança de Ciro Nogueira, o Progressistas confirmou oficialmente que não integra mais a base aliada de Lula, embora ainda possua um nome no primeiro escalão, o ministro dos Esportes, André Fufuca. O ministro, que declarou apoio à reeleição do presidente em 2026 e se recusou a deixar o governo, foi afastado de funções de representação dentro do partido e perdeu a vice-presidência da sigla.
De acordo com Nogueira, a permanência de Fufuca no governo é uma escolha pessoal e isolada, não representando a posição institucional do Progressistas. O senador classificou o comportamento do ministro como contrário às diretrizes partidárias e afirmou que as sanções aplicadas já apontam a postura de independência da legenda.
O senador ressaltou que, enquanto estiver à frente do partido, não haverá retorno à base governista. Paralelamente, o Progressistas avança nas tratativas para formar uma federação com o União Brasil, partido que vive situação semelhante em relação ao Governo Federal.
Segundo o senador, a formalização do acordo entre as duas legendas deve ocorrer até o fim desta semana, com posterior encaminhamento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para homologação. A expectativa é de que o novo bloco político, denominado União Progressista, esteja oficialmente constituído no início do próximo ano.
Davi Fernandes
Ver todos os comentários | 0 |