O senador Marcelo Castro (MDB) concedeu entrevista ao GP1, na quinta-feira (20), em seu escritório político, em Teresina, na qual traçou um panorama otimista sobre as chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, apoiando sua análise em uma série de indicadores econômicos que, segundo ele, consolidam o petista como candidato preferencial para o próximo pleito presidencial. Apesar do otimismo, o parlamentar ressaltou que a oposição não deve ser subestimada.
Recordes econômicos como trunfo eleitoral
"O Lula já bateu quatorze recordes, ou seja, ele está batendo o próprio recorde dele. Porque dos outros nem se fala", declarou o senador, referindo-se aos números da economia durante o atual mandato presidencial. O principal destaque, segundo o senador, é o desempenho da balança comercial brasileira, que atingiu superávit de US$ 98,8 bilhões em 2023 – equivalente a mais de R$ 500 bilhões. "Nós estamos exportando muito mais do que importando", enfatizou Castro, acrescentando que "todos os anos nós temos tido saldo da balança comercial que tem sido recorde do Governo do Lula". Além do comércio exterior, o parlamentar listou outros indicadores que considera favoráveis ao atual governo: crescimento econômico com média de 3% ao ano, menor nível de desemprego da série histórica, bolsa de valores alcançando recordes de investimento e inflação controlada dentro das metas estabelecidas.
O desafio da percepção popular
Apesar dos números, Marcelo Castro admitiu haver uma contradição no comportamento do eleitorado. Segundo o senador, quando questionadas sobre a economia e a gestão Lula, as pessoas respondem positivamente, mas essa avaliação nem sempre se traduz em voto. "O Lula tem que estar preparado, trabalhar muito, todos nós que somos do lado dele trabalhando também", ponderou o parlamentar, reconhecendo que a campanha exigirá esforço mesmo diante do cenário favorável.
Oposição dividida, mas não neutralizada
Ao avaliar o campo adversário, o senador reconheceu que a direita, embora fragmentada e tendo "sofrido um baque muito grande", mantém capacidade de articulação. "Eleição não se pode menosprezar os adversários", alertou. "Eles se reúnem ou no primeiro ou no segundo turno", acrescentou, sinalizando que a eventual união de forças oposicionistas pode alterar o cenário. A declaração sugere que, mesmo com vantagem numérica nos indicadores econômicos, o governo petista não considera a disputa de 2026 como definida antecipadamente.
"Inequivocamente favorito"
O senador encerrou sua análise com uma síntese que resume seu diagnóstico político: "Eleição se ganha, se perde, mas o Lula hoje é inequivocamente favorito". A declaração reflete a estratégia da base governista de transformar os resultados econômicos em capital político, ao mesmo tempo em que mantém cautela sobre os desdobramentos do processo eleitoral que se aproxima.
Gil Sobreira
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