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Política

Esquema do PCC pode ter movimentado “centenas de bilhões de reais”, diz Haddad

A Receita estima ainda que o grupo tenha causado prejuízo de pelo menos R$ 8 bilhões em sonegação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o esquema de adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro operado pelo PCC pode ter alcançado cifras muito maiores do que os R$ 52 bilhões identificados pela Polícia Federal e pela Receita. Segundo ele, o valor real pode chegar à casa das “centenas de bilhões de reais”.

As operações deflagradas na última semana revelaram uma estrutura empresarial sofisticada, que incluía desde a importação de insumos químicos para adulterar combustíveis até uma rede de distribuição com postos, caminhões-tanque, terminal portuário privado e investimentos de R$ 30 bilhões em corretoras localizadas na Avenida Faria Lima, em São Paulo. A Receita estima ainda que o grupo tenha causado prejuízo de pelo menos R$ 8 bilhões em sonegação.

Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilFernando Haddad, ministro da Fazenda
Fernando Haddad, ministro da Fazenda

Haddad destacou que parte das movimentações financeiras do crime organizado foi facilitada pela falta de fiscalização sobre fintechs, que até recentemente não eram submetidas às mesmas regras dos grandes bancos. Com a retomada da portaria que obriga o repasse de informações detalhadas, o ministro acredita que será possível identificar depósitos fracionados e transações suspeitas realizadas no período.

O titular da Fazenda também rebateu insinuações de que a polêmica sobre o PIX no início do ano teria sido articulada para favorecer organizações criminosas. Para ele, a desinformação sobre suposta taxação buscou enfraquecer medidas de controle. “Essas coisas precisam andar juntas, e agora a Receita poderá agir de forma mais eficaz”, afirmou.

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