Dez bairros de Teresina são alvos este ano de programação da Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura, no trabalho de intensificação de controle de leishmaniose. Equipes de endemias da Gerência de Zoonoses do município (Gezoon) devem realizar Inquérito Sorológico Canino (ISC) em 20.081animais nas áreas identificadas, nos últimos três anos, como de maior incidência de calazar humano e nas regiões onde a população corre mais risco de contrair a doença.
A FMS solicita de proprietários de animais e de moradores de um modo geral a colaboração no sentido de facilitar a investigação sorológica por parte dos agentes de endemias. O gerente da Gezoon, Romualdo Spíndola, revela que é compreensível a desconfiança de algumas pessoas sobre o trabalho dos agentes. "Mas o profissional, além do uniforme característico, tem um crachá visível, com identificação e telefone da Zoonoses ((3215 7789), que pode ser discado para confirmação da procedência desse agente", explica.
A médica veterinária Rosângela Cavalcante, coordenadora da Equipe Técnica de Controle de Raiva, Leishmaniose e outras Zoonoses, ressalta a importância dessa operação de controle da doença em Teresina, que somente nos últimos três anos registrou 91 casos de calazar humano em dez bairros da cidade que se caracterizam como de transmissão intensa e de transmissão moderada.
"Essa coleta de sangue do cão, inclusive do mucura, é feita de casa em casa pelos agentes, então é preciso que os moradores recebam esse profissional, que tem somente uma missão: proteger a família contra a doença", assinala. Os 20.081 cães referem-se à meta estipulada para a coleta de material para exame, fora as amostras de áreas de bloqueio de foco e os exames solicitados pela população. "Muita gente, com alguma suspeita de animal contaminado, também liga para a Zoonoses (3215 9143/9144/9149) solicitando a realização do exame", frisa Rosângela Cavalcante.
Serão alvos do Inquérito Sorológico Canino animais dos seguintes bairros, com os respectivos casos de calazar humano registrados nos últimos três anos:
Santo Antonio - 16 casos
São Sebastião - 13 casos
Parque Alvorada - 11 casos
Bela Vista - 11 casos
Cidade Nova - 11 casos
Parque Piauí - 10
Santa Maria - 9 casos
Lourival Parente - 9 casos
Angelim - 9 casos
Pedra Mole - 8 casos.
A doença - A leishmaniose ou calazar é transmitida pela fêmea do inseto (flebótomo). Ela pica o animal infectado e depois os humanos, transmitindo a doença. É uma doença grave que pode levar à morte se não for diagnosticada precocemente e tratada. Os sintomas mais aparentes nos seres humanos são febre irregular de longa duração falta de apetite, emagrecimento, fraqueza e barriga inchada. Nos cães os principais sintomas são lesões na pele, queda de pelos inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas, emagrecimento, lacrimejamento, conjuntivite, unhas grandes, feridas no focinho e nas orelhas.
De acordo com o Ministério da Saúde, os cães podem ficar infectados por vários anos sem apresentar sinais clínicos da doença. Eles são fontes de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco à saúde de todos. A única forma de detectar a infecção nesses animais é através dos exames de laboratório específicos. Nos humanos, o período de incubação varia de 10 dias a 24 meses.
Medidas preventivas - Revela o Ministério da Saúde que uma das principais medidas de prevenção é evitar a criação e a proliferação do mosquito vetor, que se reproduz no meio da matéria orgânica e em criadouros de animais. Outra iniciativa é manter a casa e o quintal livres de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeira e de frutas. Todo esse material deve ser acondicionado em sacos de lixo e entregue para a coleta. Enfatiza o ministério que os proprietários devem permitir o acesso dos agentes ou autoridades sanitárias no seu domicílio para testagem dos animais e recolhimento dos que estiverem infectados.
Tratamento - Em humanos, apesar de grave, a leishmaniose tem tratamento, é gratuito e disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Já nos animais, o tratamento não tem eficácia cientificamente comprovada no Brasil e, mesmo que os sinais clínicos desapareçam, eles continuam contaminados e transmitindo a doença representando um risco à saúde de humanos e animais sadios das proximidades. Por isso, conforme o Ministério da Saúde, a eutanásia dos animais infectados e o controle do vetor são hoje consideradas as medidas mais seguras para evitar a proliferação da doença.
A FMS solicita de proprietários de animais e de moradores de um modo geral a colaboração no sentido de facilitar a investigação sorológica por parte dos agentes de endemias. O gerente da Gezoon, Romualdo Spíndola, revela que é compreensível a desconfiança de algumas pessoas sobre o trabalho dos agentes. "Mas o profissional, além do uniforme característico, tem um crachá visível, com identificação e telefone da Zoonoses ((3215 7789), que pode ser discado para confirmação da procedência desse agente", explica.
A médica veterinária Rosângela Cavalcante, coordenadora da Equipe Técnica de Controle de Raiva, Leishmaniose e outras Zoonoses, ressalta a importância dessa operação de controle da doença em Teresina, que somente nos últimos três anos registrou 91 casos de calazar humano em dez bairros da cidade que se caracterizam como de transmissão intensa e de transmissão moderada.
"Essa coleta de sangue do cão, inclusive do mucura, é feita de casa em casa pelos agentes, então é preciso que os moradores recebam esse profissional, que tem somente uma missão: proteger a família contra a doença", assinala. Os 20.081 cães referem-se à meta estipulada para a coleta de material para exame, fora as amostras de áreas de bloqueio de foco e os exames solicitados pela população. "Muita gente, com alguma suspeita de animal contaminado, também liga para a Zoonoses (3215 9143/9144/9149) solicitando a realização do exame", frisa Rosângela Cavalcante.
Serão alvos do Inquérito Sorológico Canino animais dos seguintes bairros, com os respectivos casos de calazar humano registrados nos últimos três anos:
Santo Antonio - 16 casos
São Sebastião - 13 casos
Parque Alvorada - 11 casos
Bela Vista - 11 casos
Cidade Nova - 11 casos
Parque Piauí - 10
Santa Maria - 9 casos
Lourival Parente - 9 casos
Angelim - 9 casos
Pedra Mole - 8 casos.
A doença - A leishmaniose ou calazar é transmitida pela fêmea do inseto (flebótomo). Ela pica o animal infectado e depois os humanos, transmitindo a doença. É uma doença grave que pode levar à morte se não for diagnosticada precocemente e tratada. Os sintomas mais aparentes nos seres humanos são febre irregular de longa duração falta de apetite, emagrecimento, fraqueza e barriga inchada. Nos cães os principais sintomas são lesões na pele, queda de pelos inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas, emagrecimento, lacrimejamento, conjuntivite, unhas grandes, feridas no focinho e nas orelhas.
De acordo com o Ministério da Saúde, os cães podem ficar infectados por vários anos sem apresentar sinais clínicos da doença. Eles são fontes de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco à saúde de todos. A única forma de detectar a infecção nesses animais é através dos exames de laboratório específicos. Nos humanos, o período de incubação varia de 10 dias a 24 meses.
Medidas preventivas - Revela o Ministério da Saúde que uma das principais medidas de prevenção é evitar a criação e a proliferação do mosquito vetor, que se reproduz no meio da matéria orgânica e em criadouros de animais. Outra iniciativa é manter a casa e o quintal livres de matéria orgânica, recolhendo folhas de árvores, fezes de animais, restos de madeira e de frutas. Todo esse material deve ser acondicionado em sacos de lixo e entregue para a coleta. Enfatiza o ministério que os proprietários devem permitir o acesso dos agentes ou autoridades sanitárias no seu domicílio para testagem dos animais e recolhimento dos que estiverem infectados.
Tratamento - Em humanos, apesar de grave, a leishmaniose tem tratamento, é gratuito e disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Já nos animais, o tratamento não tem eficácia cientificamente comprovada no Brasil e, mesmo que os sinais clínicos desapareçam, eles continuam contaminados e transmitindo a doença representando um risco à saúde de humanos e animais sadios das proximidades. Por isso, conforme o Ministério da Saúde, a eutanásia dos animais infectados e o controle do vetor são hoje consideradas as medidas mais seguras para evitar a proliferação da doença.
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