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Saúde

Laboratório de paternidade atenderá pedidos da Defensoria Pública do Piauí

Segundo Symonara Faustino, diretora do Lacen, o projeto está em fase de licitação, tanto para a aquisição de equipamentos, quanto em relação ao registro de preços dos reagentes.

 Tendo em vista o grande número de solicitações vindas da Defensoria Pública do Estado, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi) propôs como meta para os próximos meses a implantação de um laboratório de exames de paternidade, que funcionará nas mesmas instalações do Laboratório Central do Piauí (Lacen) e deve ficar totalmente estruturado ainda no fim deste ano.

Segundo Symonara Faustino, diretora do Lacen, o projeto está em fase de licitação, tanto para a aquisição de equipamentos, quanto em relação ao registro de preços dos reagentes. Para a execução do projeto, o Governo do Estado investirá cerca de R$ 1,5 milhão, que serão divididos entre a compra de equipamentos e a adequação da estrutura física do prédio.

“Já recebemos a planta com as modificações que serão feitas no prédio, as quais atenderão todas as normas de biossegurança exigidas pelo Ministério da Saúde”, relata Symonara. Atualmente, o material para a realização dos exames de paternidade é enviado para um laboratório em Uberlândia (MG), totalizando aproximadamente 200 exames mensais.

Além de cumprir as normas previstas em lei, onde o Estado tem de arcar com as despesas referentes aos exames de paternidade para aquelas pessoas que não podem custeá-lo, o Governo do Piauí pretende disponibilizar também uma equipe para realizar a coleta em loco do material genético.

“Apesar do exame ser gratuito, ainda assim muitas pessoas não têm condições de se deslocar até a capital para a coleta do material, daí a Sesapi, em parceria com a Defensoria Pública, está realizando um estudo em relação à demanda no Estado”, explica a diretora do Lacen.

Visita do Ministério da Saúde

Devido às modificações estruturais no Laboratório Central, uma equipe do Ministério da Saúde deve vir ao Piauí, no dia 24 de outubro deste ano, para realizar inspeções no Lacen. De acordo com Symonara Faustino, a equipe enviada deverá constatar se o laboratório segue à risca os critérios de biossegurança exigidos.

“Assim poderemos finalmente mudar nossa classificação, passando do nível A para B ou quem sabe C”, afirma a diretora, acrescentando que a mudança de nível acarretará ao laboratório mais credibilidade junto à comunidade científica. Como consequência, uma quantidade maior de recursos será destinada ao Estado.

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