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Saúde

Técnicos da Fundação Municipal de Saúde discutem estratégias de combate à Tuberculose

Os primeiros sintomas são dados pela presença de uma tosse seca por mais de três semanas, algo que na maioria das vezes, pode afetar os pulmões.

Na manhã desta sexta-feira (23), a Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura de Teresina reuniu coordenadores e técnicos das Zonas Norte, Sul e Leste/Sudeste no Auditório da Coordenadoria Regional Leste/Sudeste para elaborar estratégias de intensificação para o combate da tuberculose na Capital.

Como uma forma de lembrar o Dia Mundial de Combate a Tuberculose, comemorado no dia 24 de março, os profissionais de cada regional apresentaram a situação epidemiológica, comparando os dados dos anos de 2010 e 2011 e realizaram um levantamento dos números de casos novos, de incidência da doença, de transferência de casos, de abandono do tratamento e de mortalidades notificados nos hospitais de cada região.

Segundo Carlos Gilvan Nunes, infectologista e coordenador do programa municipal de controle da tuberculose da FMS, a incidência da doença na capital registrou um aumento de 3,6%, o que não representa anormalidade. Foram registrados 303 casos novos no ano passado, um número maior que em 2010, quando foram diagnosticados 292 casos. Em 2011, foram registrados ainda 12 casos de óbito em pacientes em tratamento da doença.

Os primeiros sintomas são dados pela presença de uma tosse seca por mais de três semanas, algo que na maioria das vezes, pode afetar os pulmões. “O paciente que estiver com estes sintomas deve se dirigir ao hospital mais próximo da sua residência para realizar o diagnóstico precoce. As consultas, exames e o tratamento do paciente com tuberculose são gratuitos”, explica Carlos Gilvan.

A médica e gerente de epidemiologia da FMS, Amparo Salmito, explica que a incidência da doença é 3,5 vezes maior na população acima de 65 anos do sexo masculino. Além disso, ela destaca que as pessoas com doenças sexualmente transmissíveis estão mais suscetíveis ao contágio, devido à fragilidade do sistema imunológico.

A melhor forma de prevenir a doença é o diagnóstico precoce, desenvolvido através das Equipes da Estratégia Saúde da Família que, ao detectarem os sintomas da doença, encaminham o paciente ao Hospital mais próximo para ser tratado. O tratamento dura, no mínimo, um período de seis meses e é realizado com medicamentos que podem ser solicitados gratuitamente na FMS. Para ter acesso aos medicamentos, basta a solicitação mediante receita médica e identidade do paciente.

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