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Saúde

Uso do preservativo feminino é incentivado pela Fundação Municipal de Saúde

FMS já adquiriu com recursos próprios, 2 mil preservativos.

O Ministério da Saúde vai disponibilizar cerca de 20 milhões de preservativos femininos, a partir deste mês, para as Secretarias de Saúde de todo o País. Na capital, a Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura de Teresina, já distribui e incentiva a utilização do preservativo por meio do Serviço de Atendimento Especializado (SAE).

De acordo com o coordenador da DST/AIDS da FMS, Kledson Augusto Batista, as distribuições são direcionados ao público mais vulnerável, como profissionais do sexo, mulheres em situações de violência doméstica e/ou sexual, pessoas que estão vivendo com HIV/Aids e usuárias de drogas.

Entretanto, em todas as ações educativas, os profissionais da DST/AIDS da FMS mostram como utilizar o preservativo feminino e as vantagens desse tipo de proteção. "O preservativo feminino é pouco utilizado pelas mulheres em geral, por conta de ainda ser desconhecido e porque as pessoas criaram um estereótipo de como usá-lo", explica Kledson.

Segundo Kledson, a popularização e a intensificação do uso de preservativo entre as mulheres podem aumentar com a ampliação da distribuição do preservativo feminino. "Com uma maior oferta de camisinha feminina espera-se que ocorra um aumento da procura. É ainda necessário que as mulheres e seus parceiros se socializem mais com o uso do preservativo, pois isso é questão de hábito", destaca o coordenador da DST/AIDS da FMS.

Em 2012, a FMS já adquiriu, com recursos próprios, 2 mil preservativos e com a distribuição do Ministério da Saúde, o trabalho será intensificado.

"A incidência de casos de AIDS, Sífilis, HIV está aumentando em mulheres, que na maioria das vezes não conseguem exercer o direito de usar o preservativo com seu parceiro. Mas com o preservativo feminino esta passa a ser uma decisão da mulher", enfatiza Kledson Batista.

As principais vantagens do preservativo feminino é que a mulher pode colocá-lo até oito horas antes do ato sexual, além dela ser mais lubrificada que o preservativo masculino. Mas, assim como o masculino, é necessário que, após a ejaculação, o casal retire o preservativo. "Se for haver mais de um ato sexual, é preciso usar uma nova camisinha", finaliza Kledson.

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