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Saúde

Gestante que bebe injeta álcool na veia do feto, diz especialista José Mauro Braz de Lima

Na quinta-feira (25), uma caminhada alertou a população sobre esse mal ainda desconhecido, mas muito comum.

O Doutor José Mauro Braz de Lima encerrou sua participação no Simpósio Álcool e Drogas na Contemporaneidade no Brasil e no Mundo, abordando o tema Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Na quinta-feira (25), uma caminhada alertou a população sobre esse mal ainda desconhecido, mas muito comum.

Antes de iniciar sua apresentação, o Braz de Lima agradeceu ao convite para participar do evento e elogiou a iniciativa de lançar uma campanha contra a SAF. “Me sinto lisongeado de estar participando desta campanha. Muito obrigado a todos pela iniciativa”, disse.

Imagem: Hérlon MoraesJosé Mauro Braz de Lima(Imagem:Hérlon Moraes)José Mauro Braz de Lima

Sobre a SAF, o doutor disse que a gestante que consome álcool necessariamente não vai gerar uma criança com a síndrome, mas os riscos são grandes. “Não quer dizer que quem bebe vai gerar um bebê com a SAF, mas os riscos são grandes. O ideal é não beber, evitar”, afirmou.

Segundo ele, o álcool cai diretamente na corrente sanguínea do feto. “Quando uma mãe bebe álcool pela boca, o feto está tomando uma injeção na veia de álcool”, alertou.
De acordo com o doutor, o álcool é uma substancia depressora. “Ele diminui a atividade metabólica e mata a célula. O resultado são atrofias no cérebro”, declarou.

“No Brasil a SAF representa, sem dúvida, um das mais preocupantes questões da Saúde Materno-Infantil, sobretudo diante do preocupante aumento do consumo de álcool, notadamente de cerveja, registrado nestas duas últimas décadas quando nos tornamos um dos maiores produtores de bebidas alcoólicas do mundo. Vale observar que o Brasil passou a ser o terceiro maior produtor (e consumidor) de cerveja do mundo, ultrapassando a Alemanha, ficando atrás apenas da China e dos EUA”, acrescentou Braz de Lima.

Entre os efeitos da SAF estão quadros de déficit mental e distúrbios de comportamento, além de malformações congênitas, sobretudo craniofaciais caracterizadas por microcefalia, microftalmia, retrognatismo, baixo peso e baixa estatura ao nascer, configurando, assim, a chamada Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

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