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Saúde

Exame de paciente com suspeita de ebola dá negativo

O novo resultado deverá sair sábado (14).

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que o primeiro exame para saber se o paciente internado no Rio de Janeiro tinha ebola deu negativo. Porém a confirmação do diagnóstico só pode ser dada com a realização do segundo exame. E o novo resultado deverá sair sábado (14).

Imagem: Reprodução/FABExame de paciente com suspeita de ebola dá negativo(Imagem:Reprodução/FAB)Exame de paciente com suspeita de ebola dá negativo

De acordo com a Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que no primeiro exame, o paciente foi diagnosticado com malária e será tratado da doença, que é muito frequente no continente africano.

Suspeita

Na última sexta-feira (6) o homem chegou a Belo Horizonte vindo da Guiné, na África, país que tem surto de Ebola. No domingo (8) ele apresentou quadros de febre alta, dores de cabeça e dores musculares.

Na terça (10) foi diagnosticado com suspeita do vírus ebola e começou a receber atendimento no Pronto Atendimento da Pampulha, em Belo Horizonte.

Isolamento

Para segurança do próprio paciente, ele permanece isolado. Médicos e outros profissionais que tiveram contato com o homem também estão sendo monitorados.

O paciente foi transferido para o Rio em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e respeitou o protocolo de atendimento para doenças infecciosas.

“É necessário esse cuidado porque, na África, por exemplo, onde os casos ocorreram, boa parte dos contaminados eram profissionais de saúde. Ou seja, quem mais se expõe tem maior risco. O ebola causa um quadro de dengue grave, inicialmente com febre, mal estar, dor no corpo e dor de cabeça. E depois começa a ter sinais de sangramento, comprometimento grave de fígado, pulmão e rim e leva ao que se chama de falência de múltiplos órgãos. A morte costuma ocorrer 15 dias após constatado o quadro clínico de ebola”, explicou o infectologista Edmilson Migowski.

Sintomas

O especialista afirma que os primeiros sintomas aparecem entre 12 a 21 ias após o contato com uma pessoa infectada e a taxa de letalidade da doença varia entre 57% e 60%.

Não há tratamento antiviral, é preciso isolamento e suporte para o paciente, como ingestão de líquido e oxigênio.

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