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Saúde

Casos investigados de microcefalia sobem para 91 no Piauí

A região Nordeste concentra 86% dos casos notificados, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos que permanecem em investigação.

O número de casos investigados de microcefalia subiu para 91 no Piauí. Os dados atualizados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde. Ao todo, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram registrados até 23 de janeiro.

Ao todo, o Ministério da Saúde e os estados investigam 3.448 casos suspeitos de microcefalia no país. O boletim aponta também que 270 casos já tiveram confirmação de microcefalia, sendo que 6 com relação ao vírus Zika.

Em relação aos óbitos por malformação congênita após o parto ou durante a gestação foram notificados 68. Destes, 12 foram confirmados para a relação com infecção congênita, todos na região Nordeste. Dentre eles, o caso que aconteceu no Piauí, quando um bebê de apenas 10 dias de vida morreu no dia 3 de janeiro na maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina. Continuam em investigação 51 mortes e outras cinco já foram descartadas.

A região Nordeste concentra 86% dos casos notificados, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos que permanecem em investigação (1.125), seguido dos estados da Paraíba (497), Bahia (471), Ceará (218), Sergipe (172), Alagoas (158), Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).

Caso Piauí

Uma criança nascida com suspeita de microcefalia associada ao Zika Vírus veio a óbito no dia 03 de janeiro, dez dias após o seu nascimento na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina.

Na época, a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) não confirmou a causa da morte. De acordo com assessoria de comunicação da Sesapi, o caso teria que ser investigado baseado no protocolo do Ministério da Saúde.

Protocolo de Atenção à Saúde


O Ministério da Saúde lançou um Protocolo de Atenção à Saúde e Resposta à Ocorrência de Microcefalia Relacionada à Infecção pelo Vírus Zika. O documento orienta o atendimento desde o pré-natal até o desenvolvimento da criança com microcefalia, em todo o País. O planejamento prevê a mobilização de gestores, especialistas e profissionais de saúde para promover a identificação precoce e os cuidados especializados da gestante e do bebê.

O principal objetivo do Protocolo é orientar as ações para a atenção às mulheres em idade fértil, gestantes e puérperas, submetidas ao vírus Zika, e aos nascidos com microcefalia. Este plano recomenda, ainda, as diretrizes para o planejamento reprodutivo, a detecção e notificação de quadros sugestivos de microcefalia e a reabilitação das crianças acometidas pela malformação congênita.

Orientação


O Ministério da Saúde recomenda que as gestantes adotem medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doença, com a eliminação de criadouros, além de se protegerem da exposição de mosquitos, mantendo portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes. Também faz parte destas orientações o acompanhamento e as consultas de pré-natal, com a realização de todos os exames recomendados pelo médico. O Ministério da Saúde reforça ainda a orientação de não consumirem bebidas alcoólicas ou qualquer outro tipo de drogas, não utilizar medicamentos sem orientação médica e evitar contato com pessoas com febre ou infecções.

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