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Pfizer diz que vai entregar 4 milhões de doses da vacina até março

Em reunião de comissão da Câmara dos Deputados, executivo afirmou que, quanto mais o Brasil demorar para assinar contrato, menos segurança havará sobre a disponibilidade de doses.

O presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, disse nesta terça-feira, 8, que a empresa será capaz de entregar, no primeiro trimestre de 2021, uma quantidade de vacinas contra covid-19 suficiente para imunizar somente 2 milhões de brasileiros - o equivalente a 4 milhões de doses, já que o produto é administrado em duas doses.

A informação foi dada pelo executivo em uma reunião da comissão externa da Câmara que discute as ações de enfrentamento à covid-19. Murillo confirmou que a oferta total da empresa ao governo brasileiro é de 70 milhões de doses ao longo de 2021, mas disse que, nos primeiros meses do próximo ano, o quantitativo enviado será menor do que no final do ano por causa da alta demanda mundial pelo produto.

"O concreto da oferta da Pfizer é 70 milhões com um quantitativo que vai começando quando sair o registro da Anvisa, que deve ser em janeiro, e vamos aumentando esse quantitativo a medida que transcorre o ano. Quanto mais demorarmos em assinar o contrato, menos segurança em termos essas doses lá na frente. Alguns países assinaram um tempo atrás e, por isso, já estão começando a vacinar. No Brasil estamos perto, vamos conseguir, mas não assinamos, o que cria obviamente uma limitação de segurança sobre a disponibilidade das doses", afirmou Murillo. Ele ressaltou, no entanto, que, neste momento, o volume de 70 milhões de doses para o Brasil segue garantido.

Mais cedo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a quantidade de doses da vacina da Pfizer prevista para os seis primeiros meses era de 8,5 milhões, suficiente para vacinar 4 milhões de brasileiros.

A quantidade não seria suficiente nem para vacinar todos os profissionais de saúde do País, estimados em 5,8 milhões pelo ministério, e que seriam os primeiros imunizados de acordo com o cronograma do Ministério da Saúde.

O presidente da Pfizer afirmou ainda que a empresa está adaptando seus documentos para dar entrada ao pedido de uso emergencial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A farmacêutica havia enviado resultados à agência no final de novembro para pedir o registro final do produto. Mas, na semana passada, o órgão federal mudou suas regras, abrindo brecha para registro de uso emergencial, o que aceleraria a análise.

"Fizemos a submissão contínua (de dados dos estudos) na última semana de novembro, mas, com as novas regras da Anvisa para uso emergencial, vamos readequar o pedido para esse mecanismo, pois ele pode ser mais rápido", disse o presidente da Pfizer.

O deputado Luiz Antonio Teixeira Jr., também conhecido como dr. Luizinho e presidente da comissão, afirmou que, caso a Anvisa demore para aprovar a vacina no Brasil, ele e outros deputados poderão entrar com ação na Justiça pedindo que o uso seja autorizado com base na aprovação de outras agências regulatórias internacionais, como a dos Estados Unidos, que deverá dar o registro ao imunizante da Pfizer nesta semana.

"Pode pedir o registro na Anvisa quando tiver com o FDA (agência regulatória americana) porque, se for o caso, a gente vai no STF usando a nossa lei para dar acesso à vacina para a população brasileira porque é muito mais barato uma dose de vacina do que um dia de CTI e do que uma vida perdida", declarou ele, referindo-se à lei 14.006/2020, que prevê, no contexto da pandemia, a importação de produtos de saúde sem registro no País desde que tenham autorização das agências regulatórias dos EUA, Europa, Japão ou China.

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