A cientista Tatiana Medeiros, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que não pretende lucrar com a Polilaminina, e sim disponibilizá-la através do Sistema Único de Saúde (SUS). Por décadas, a pesquisadora se dedicou ao estudo da proteína, que promete ser um divisor de águas no tratamento de pessoas que sofreram lesão na medula.
“Nós não pretendemos lucrar com isso. O nosso desejo é que isso seja absorvido pelo SUS, para que todos possam se beneficiar. O meu interesse aqui não é de lucro. É doar ao meu país essa possibilidade de desenvolvimento tecnológico”, afirmou Tatiana Medeiros.
O estudo clínico sobre o uso da polilaminina no tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM) está na fase 1. Com autorização da Anvisa, cinco pacientes voluntários entre 18 e 72 anos e portadores de lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10 devem receber a proteína. Essa é a primeira etapa até chegar à aprovação da Anvisa para sua produção e futura distribuição e comercialização.
Testes mostraram que, em alguns casos, os pacientes com lesão medular recuperam os movimentos. O licenciamento junto à Anvisa é feito em parceria com o laboratório Cristália, e o combinado é que, após aprovação, o medicamento fique disponível na rede pública de saúde.
“O Cristália [laboratório] é responsável por pedir o licenciamento à Anvisa, responsável pela produção, distribuição e eventual comercialização desse medicamento. O que o Dr. Pacheco, que é o presidente da Cristália, disse na coletiva de imprensa que a intenção dele era de fazer diretamente a distribuição pelo SUS, e que a precificação seria feita pela Secretaria de Governo responsável por isso”, afirmou Tatiana Medeiros.
Carolina Matta
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