Uma jovem de 21 anos morreu neste sábado (31) após cair de uma ponte de aproximadamente 40 metros durante a prática de rope jump, modalidade em que o praticante salta de um local elevado preso por cordas não elásticas. O acidente ocorreu em Limeira, município localizado a cerca de 150 quilômetros da capital paulista.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar , o acidente ocorreu na região da chamada Ponte do Esqueleto. No momento do salto, os equipamentos de segurança ainda não haviam sido instalados corretamente, o que resultou na queda da jovem.
Dois dos envolvidos deixaram o local após o acidente, mas foram localizados posteriormente com o auxílio do helicóptero Águia, da Polícia Militar. Ao todo, seis pessoas foram presas em flagrante.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para o atendimento da ocorrência, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial (DP) de Limeira, que ficará responsável pela investigação. A identidade da vítima não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.
Queda foi registrada em vídeo
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é posicionada para o salto e, segundos depois, cai sem estar presa ao sistema de cordas.
No vídeo, é possível ouvir pessoas que acompanhavam a atividade percebendo a ausência do equipamento de segurança e gritando: "Gente, a corda!".
As imagens também mostram que os envolvidos utilizavam camisetas com os nomes das empresas "Entre Cordas" e "IH Voei". Até o momento, nenhuma das empresas havia se manifestado oficialmente sobre o caso.
O que é rope jump?
O rope jump, também conhecido como "pêndulo humano", é uma modalidade de esporte radical na qual o praticante salta de locais elevados, como pontes, prédios ou penhascos, preso a cordas estáticas.
Diferentemente do bungee jump, em que a corda elástica provoca movimentos de sobe e desce após a queda, o rope jump transforma a descida em um movimento pendular, semelhante ao balanço de um pêndulo.
Por envolver saltos em grandes alturas, a prática exige equipamentos certificados, protocolos rigorosos de segurança e profissionais capacitados para realizar os cálculos de ancoragem, resistência das cordas e trajetória do salto.