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EUA aprovam venda de mísseis ao Brasil em negócio de até R$ 1,6 bilhão

Governo brasileiro pretende adquirir 100 unidades do sistema antiaéreo FIM-92 Stinger.

O governo dos Estados Unidos autorizou a venda de mísseis antiaéreos FIM-92 Stinger ao Governo Federal em uma operação que pode alcançar US$ 330 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,6 bilhão. A aprovação foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano na quinta-feira (11).

De acordo com o comunicado oficial, o Brasil manifestou interesse na compra de 100 unidades do armamento, utilizado para defesa aérea de curto alcance. O FIM-92 Stinger é um sistema portátil guiado por infravermelho, capaz de interceptar aeronaves e outros alvos aéreos.

O que está incluído na negociação?

Além dos mísseis, o pacote autorizado pelos Estados Unidos prevê a possibilidade de fornecimento de suporte técnico, assistência de engenharia, integração de sistemas, logística e outros serviços relacionados à operação dos equipamentos.

Foto: Ricardo Stuckert/PRPresidente Donald Trump ao lado do presidente Lula
Governo brasileiro pretende adquirir 100 unidades do sistema antiaéreo.

Apesar da autorização do governo norte-americano, a compra ainda não foi concluída. O processo depende de negociações entre os dois países e do cumprimento de etapas administrativas e contratuais antes da formalização do acordo.

Programa de venda militar

Segundo o Departamento de Estado, a venda tem como objetivo ampliar a capacidade de defesa do Brasil e fortalecer a segurança regional.

Em nota, o governo norte-americano afirmou que os equipamentos poderão contribuir para a proteção do espaço aéreo sul-americano contra atividades ligadas ao tráfico ilícito.

Foto: Kevin Carter/Getty ImagesA arma é um sistema de defesa antiaérea portátil, guiado por infravermelho.
A arma é um sistema de defesa antiaérea portátil, guiado por infravermelho.

“A venda proposta permitirá ao Brasil assumir maior responsabilidade por sua própria segurança territorial e operações de combate ao narcoterrorismo dentro de suas fronteiras e esfera regional”, destacou a diplomacia dos Estados Unidos.

A autorização foi publicada no âmbito do programa Foreign Military Sales (FMS), mecanismo do governo norte-americano que regula a comercialização de equipamentos militares para países parceiros por meio de acordos firmados diretamente entre governos.

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