O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (13) que um acordo de paz entre os EUA e o Irã deverá ser assinado no domingo (14). Segundo ele, o pacto incluirá a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. O governo do Paquistão, que atuou como mediador das negociações, também indicou que a formalização do acordo deve ocorrer nas próximas 24 horas.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a primeira etapa do acordo será a assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã. Entre as medidas previstas estão a reabertura do Estreito de Ormuz com um novo sistema de taxas controlado pelo Irã, um cessar-fogo de 60 dias para novas negociações, o fim da guerra no Líbano, a retirada de tropas de Israel, além do desbloqueio de ativos iranianos e do encerramento de restrições dos EUA a portos iranianos.
Embora Trump tenha afirmado que o acordo criará barreiras para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, autoridades iranianas disseram que as discussões sobre o programa nuclear ficarão para uma fase posterior. Ainda assim, uma das questões mais sensíveis das negociações, o destino do urânio enriquecido iraniano, parece ter avançado significativamente.
Durante as conversas, os EUA defendiam que o urânio altamente enriquecido fosse retirado do Irã e processado no exterior. Inicialmente resistente à proposta, Teerã concordou em eliminar seus estoques, mas com uma condição: a destruição do material ocorrerá dentro do território iraniano, e não fora do país, como desejava a administração norte-americana.
Lilian Aragão
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