O proprietário da rede de farmácias Pop Farma, Eric Nicolas Castro Silva, preso temporariamente durante a Operação Remédio Amargo, passou por audiência de custódia nessa quinta-feira (02) e foi transferido para a Cadeia Pública de Altos (CPA).
A prisão de Eric Nicolas ocorreu no bojo das investigações que apuraram a atuação de um grupo criminoso, especializado no roubo de cargas de medicamentos no estado do Maranhão e que, posteriormente, eram negociadas com proprietários de farmácias em Teresina, a exemplo da Pop Farma, onde os policiais da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) realizaram o cumprimento de mandados de busca e apreensão, com o apoio do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
A investigação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais apontou que o esquema era operado com diferentes frentes de atuações: uma parte do grupo realizava o roubo de cargas, que eram transportadas por empresas especializada em logística de mercadorias, em seguida, os produtos extraviados eram repassados a terceiros – geralmente representantes comerciais – que negociavam as mercadorias com os responsáveis pelos estabelecimentos comerciais.
Durante os levantamentos, os policiais da SEIC identificaram que parte das mercadorias foram negociadas com empresas sediadas em Teresina e chegaram até a Pop Farma, com endereços nos bairros São Joaquim (zona norte), além do Parque Piauí e Porto Alegre, (zona sul).
Representante comercial também foi preso
Alvo de prisão temporária, o representante comercial, identificado como Francisco Machado, foi preso no Conjunto Manoel Evangelista, zona sudeste da capital. Ele foi apontado como a pessoa que intermediava a compra dos medicamentos com o proprietário da farmácia.
Rapidinhas
Novas farmácias entraram no radar da Superintendência Estadual de Investigações Criminais
A Coluna recebeu informações de que além da Pop Farma, outras empresas foram identificadas e deverão ser alvo de novas investigações, que serão desencadeadas em desdobramento da primeira fase da Operação Remédio Amargo, deflagrada nessa quarta-feira (01).
A Polícia Civil do Maranhão trabalha agora para tentar localizar outros dois alvos de prisão, que não foram localizados durante a deflagração da Operação Remédio Amargo.
Juiz concede liberdade a homem preso com pistolas em Valença do Piauí
Em audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (01), o juiz Antônio Genival Pereira de Sousa, da Central de Inquéritos, homologou a prisão em flagrante de três homens por porte ilegal de arma de fogo e concedeu liberdade provisória mediante fiança de R$ 1.500,00 e medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo, comparecimento a todos os atos processuais e proibição de ausentar-se da comarca por mais de 15 dias sem autorização. O descumprimento pode levar à decretação da preventiva.
O Ministério Público havia pedido a conversão do flagrante em prisão preventiva, citando, entre outros elementos, informação de que um dos réus já teria sido preso por tráfico de drogas no Paraná. O magistrado, porém, registrou que não poderia concluir, “por mera dedução”, a existência de processos em outros estados, e destacou que o fato apurado em Valença do Piauí não envolveu violência ou grave ameaça.
Entenda
Na tarde de terça-feira (30), a Força Tática do 23º Batalhão da Polícia Militar prendeu três homens por porte ilegal de arma de fogo após interceptar uma Toyota SW4 no centro da cidade de Valença do Piauí.
Segundo a PM, os ocupantes são oriundos do Paraná. Na revista do veículo, os policiais apreenderam duas pistolas calibre 9 mm uma IWI Masada, de fabricação israelense, com numeração suprimida, e uma Taurus G2C — além de diversas munições e uma quantia em dinheiro.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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