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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Acusado de matar advogada com 10 tiros em Paulistana está foragido há 8 meses

A Polícia Civil trabalha com várias hipóteses, dentre elas, de que ele possa estar fora do país.

Já se passaram oito meses de buscas por Adelaido Gomes Celestino, acusado de assassinar a tiros a irmã e advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, crime ocorrido em 03 de março de 2025, na cidade de Paulistana, que chocou a população do município.

As investigações da Polícia Civil do Piauí revelaram que Valdenice sofreu uma emboscada e foi morta com diversos disparos de arma de fogo, principalmente na região do pescoço, quando retornava de uma visita à sua propriedade, acompanhada da irmã e do neto. Ela havia ido consertar uma cerca que, frequentemente, era danificada por Adelaido Gomes Celestino.

Foto: Divulgação/PC-PIAdelaido Gomes Celestino
Adelaido Gomes Celestino

Na fase de inquérito policial, as testemunhas relataram que a vítima vinha sofrendo ameaças constantes dos irmãos, que não aceitavam a atuação de Valdenice como inventariante no processo de partilha de terras da família.

Familiares apresentaram áudios e mensagens atribuídas a Narciso Gomes Celestino (outro irmão da vítima) com frases como: “isso não se resolve na Justiça, mas sim na bala”.

Filho e irmão do acusado de matar advogada em Paulistana foram presos

Segundo a Polícia Civil, o filho de Adelaido Celestino, Gabriel Celestino, teve participação direta na fuga do pai, sendo visto em uma motocicleta nas proximidades do local do crime e em outro município no mesmo dia, vestindo roupas semelhantes às descritas por testemunhas.

Relatórios técnicos indicam que seu celular estava conectado ao mesmo ponto de internet utilizado por Adelaido na localidade do crime, contradizendo seu depoimento prestado à polícia.

Narciso Celestino (irmão de Adelaido), por sua vez, foi apontado como o responsável por instigar o irmão a cometer o assassinato. Há indícios de que ele teria pressionado Adelaido por mensagens, cobrando uma “solução” para o conflito com Valdenice. A polícia também investiga se a arma usada no crime foi enviada por ele, o que reforçaria seu papel no planejamento do homicídio.

O sumiço do celular da vítima também é alvo da investigação, que trabalha com a hipótese de destruição ou ocultação de provas, possivelmente, por parte dos próprios investigados.

Novas diligências

A Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí realiza levantamentos pontuais acerca da localização de Adelaido Gomes Celestino, que segue foragido há 8 meses. Equipes da Polícia Civil do Piauí trabalham com várias hipóteses, dentre elas, de que ele possa estar fora do país.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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