Fechar
Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
GP1

Suspeito de participação na morte de morador de rua em Teresina presta depoimento no DHPP

Oitiva foi realizada nessa quarta-feira (17) pelo delegado Jorge Terceiro, no bojo da Operação Nêmesis.

O delegado Jorge Terceiro, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), tomou o depoimento nessa quarta-feira (17) de um dos suspeitos investigados no bojo da Operação Nêmesis, que prendeu três empresários identificados como João Batista José de Lima (Cipriano Distribuidora), Marcos Antônio da C. Paz (Analu Variedades) e Leocadio Silva Filho (Casa Zíper), na última segunda-feira (15), por envolvimento no assassinato do morador de rua, José Carlos Costa Araújo, ocorrido no dia 20 de novembro, no Centro de Teresina.

As investigações, conduzidas pelo delegado Jorge Terceiro, concluíram que, pelo menos, seis pessoas participaram do assassinato de José Carlos Costa Araújo, que teve uma das mãos decepadas e, por fim, foi degolado depois de sofrer várias agressões na Avenida Maranhão, região central da capital.

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa trabalha agora para delimitar a conduta dos envolvidos no crime e representar pelas prisões de outros envolvidos, que não foram alvos de medidas cautelares na primeira fase da Operação Nêmesis.

Foto: Lucas Dias/GP1Empresários presos na Operação Nêmesis, acusados de matar morador de rua no centro de Teresina
Empresários presos na Operação Nêmesis, acusados de matar morador de rua no centro de Teresina

Vítima era conhecida por arrombar lojas

José Carlos Costa Araújo era conhecido por furtar aparelhos de ar-condicionado de estabelecimentos situados no centro da capital e no dia do crime foi encontrada morta, na Avenida Maranhão, com perfurações por arma branca e uma das mãos decepada.

Vídeo registrou momento do crime

Vídeo obtido pelo GP1 mostrou o momento em que o morador de rua José Carlos da Costa Araújo, vulgo "Da Mata", foi perseguido e assassinado com barras de ferro e facão no dia 20 de novembro deste ano, no Centro de Teresina.

Nas imagens, é possível ver quando um grupo de quatro pessoas correndo atrás da vítima, que é alcançada já na travessia da Avenida Maranhão. Os homens então começam a agredir o morador. Posteriormente, a vítima é levada para um local às margens do Rio Parnaíba, onde foi degolada.

Rapidinhas

DHPP indicia acusado de matar jovem a pedradas por dívida de celular na zona sudeste de Teresina

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que apura a morte de Edioênio dos Anjos Costa, ocorrida no dia 11 de outubro de 2025, na região do Monte Horebe, zona sudeste de Teresina. O acusado, Júlio César de Oliveira, conhecido como “Julim”, foi indiciado por homicídio qualificado e já se encontra preso, à disposição da Justiça.

De acordo com o delegado Bruno Ursulino, do DHPP, o crime teve início após uma desavença envolvendo um aparelho celular. A vítima realizava consertos de celulares, mas, segundo a investigação, tinha dependência em entorpecentes. O suspeito entregou o aparelho para conserto, porém, o objeto acabou desaparecendo. “Quando o suspeito foi atrás do aparelho, a vítima não conseguiu devolvê-lo. Tomado pela raiva, ele procurou o primeiro objeto que encontrou e atingiu a vítima com diversas pedradas na cabeça”, explicou o delegado Bruno Ursulino.

Vítima morreu no hospital

Edioênio ainda foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Testemunhas relataram à polícia o início da confusão e o momento do socorro, o que possibilitou a identificação do suspeito e a representação pela prisão preventiva. “O inquérito foi concluído com indiciamento por homicídio qualificado, pela impossibilidade de defesa da vítima, em razão da forma como foi abordada e dos ferimentos na região da cabeça”, afirmou Bruno Ursulino.

Segundo o delegado, toda a dinâmica do crime ficou clara durante as investigações. “Tudo partiu de uma desavença motivada pelo vício em entorpecentes e pelo desaparecimento do celular confiado à vítima. A discussão evoluiu e culminou no homicídio”, concluiu Bruno Ursulino.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.