O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu as oitivas no inquérito que investiga o assassinato do José Carlos Costa Araújo, ocorrido no dia 20 de novembro, no Centro de Teresina, e deverá representar pelas prisões de novas pessoas que surgiram durante a investigação conduzida pelo delegado Jorge Terceiro.
Na última segunda-feira (15), o DHPP deflagrou a Operação Nêmesis e prendeu três empresários identificados como João Batista José de Lima (Cipriano Distribuidora), Marcos Antônio da C. Paz (Analu Variedades) e Leocadio Silva Filho (Casa Zíper).
A Coluna obteve a informação de que, pelo menos, seis pessoas participaram do assassinato de José Carlos Costa Araújo, que teve uma das mãos decepadas e, por fim, foi degolado depois de sofrer várias agressões na Avenida Maranhão, região central da capital. Quatro dessas pessoas participaram diretamente das agressões e outros dois alvos atuaram dando suporte logístico aos demais que tiraram a vida de José Carlos Costa Araújo de forma brutal.
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa trabalha agora para remeter o relatório final ao Poder Judiciário, com a individualização da conduta dos envolvidos no homicídio qualificado de José Carlos Costa Araújo.
Vídeo registrou momento do crime
Vídeo obtido pelo GP1 mostrou o momento em que o morador de rua José Carlos da Costa Araújo, vulgo "Da Mata", foi perseguido e assassinado com barras de ferro e facão no dia 20 de novembro deste ano, no Centro de Teresina.
Nas imagens, é possível ver quando um grupo de quatro pessoas correndo atrás da vítima, que é alcançada já na travessia da Avenida Maranhão. Os homens então começam a agredir o morador. Posteriormente, a vítima é levada para um local às margens do Rio Parnaíba, onde foi degolada.
Rapidinhas
MP oferece denúncia de forma célere em feminicídio na capital
Encerrados os trabalhos do DHPP, que apurou o feminicídio da jovem Emilly Yassmyn Silva Oliveira, de 24 anos, encontrada morta e com o corpo carbonizado na Estrada da Alegria, na zona sul de Teresina, a Justiça agora se debruça sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Piauí, na semana passada.
Com o oferecimento da peça acusatória, caberá ao Judiciário analisar o recebimento da denúncia; caso seja aceita, os investigados passam à condição de réus no processo criminal. O inquérito foi concluído pela Delegacia de Desaparecidos do DHPP no último dia 13 de dezembro, apontando Hilton como autor do feminicídio qualificado pelo meio cruel empregado, além dos crimes de ocultação e destruição de cadáver.
Carlos Roberto foi indiciado por participação direta na ocultação e destruição do corpo da vítima. A apuração reuniu elementos técnicos e testemunhais que descrevem a sequência dos fatos desde o desaparecimento de Emilly até a localização dos restos mortais em uma área de mata na zona sul da capital.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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