A Justiça recebeu denúncia do Ministério Público em desfavor de Anacleto Nobre dos Anjos Júnior por crime de homicídio qualificado, praticado contra Diego Alves Araújo Paz no dia 20 de abril deste ano, em frente à residência da vítima, localizada no bairro Mafrense, zona norte de Teresina. O documento foi assinado pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, titular da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina
Consta na denúncia que o acusado chegou à residência da vítima conduzindo uma motocicleta, sendo atendido pelo tio da vítima. Na ocasião, indagou se ali residia alguém de nome “Laércio”, momento em que a esposa da vítima respondeu que não conhecia essa pessoa. Logo em seguida, a vítima apareceu, percebeu que o acusado portava uma arma de fogo e tentou fugir, sendo perseguido por Anacleto dos Anjos.
A irmã de Diego Alves, ao ser avisada por sua cunhada sobre a ocorrência, dirigiu-se à rua e também entrou em luta corporal com o acusado. Nesse momento, percebeu que seu irmão havia sido atingido por um disparo pelo acusado. Em seguida, Anacleto dos Anjos conseguiu se desvencilhar e empreendeu fuga do local.
Câmera flagrou o crime
As imagens mostram Anacleto chegando em uma moto, descendo do veículo e aguardando na porta da residência. Em seguida, a Diego Alves aparece, é surpreendido pelo homem armado e tenta escapar. Ambos caem durante a movimentação e, em meio ao confronto, uma mulher sai do imóvel tentando intervir. No vídeo, é possível ver Diego caindo ao chão após o disparo. Ele foi socorrido e levado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), onde permaneceu internado por dois dias, até que não resistiu aos ferimentos e morreu.
Acusado confessou o crime
No momento da prisão, Anacleto dos Anjos confessou que a arma de fogo encontrada em sua posse havia sido a utilizada para alvejar a vítima.
Na decisão, a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, titular da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, ressaltou que a denúncia se encontra instruída com a prova da materialidade do homicídio com autoria atribuída ao acusado. “A denúncia encontra indícios no depoimento de testemunha colhido pela autoridade policial; nos termos de reconhecimento de pessoa por meio fotográfico, bem como relatório de investigação policial”, destacou a juíza na decisão.
Rapidinhas
Promotor pede indenização de R$ 100 mil contra acusado de matar agiota
O promotor de Justiça, João Malato, pediu que seja fixada, em sentença condenatória, o valor mínimo de R$ 100.000,00 (cem mil reais) para indenização aos familiares da vítima, conforme o artigo 387, IV, do Código de Processo Penal. O pedido se deu no oferecimento da denúncia recebida pela juíza Maria Zilnar Coutinho.
Facção marca sala de aula de escola onde estudante foi executado
A Coluna recebeu uma imagem com a assinatura da facção Bonde dos 40 em uma das salas de aula do Centro Educacional Profissional – CEEP Residencial Esplanada, onde o estudante de 16 anos, Alex Mariano Nascimento Moura, foi assassinado a tiros, por volta de 11h30 dessa quinta-feira (14), no loteamento Sete Estrelas, zona sul de Teresina.
O registro escancara a atuação de membros da organização criminosa na região onde a escola está situada e demonstra a ousadia de acusado, que fez pouco da presença de câmeras de segurança e de várias testemunhas que estavam ao redor do local onde ocorreu a execução do jovem Alex Mariano.
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), que encaminhou duas equipes com dois delegados ao local, para dar início aos primeiros levantamentos sobre o assassinato.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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