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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Acusado de se passar por policial para matar homem é indiciado pelo DHPP

O relatório de indiciamento foi assinado pelo delegado Bruno Ursulino, na última quinta-feira (18).

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) indiciou Antônio, vulgo macaquinho, por homicídio qualificado contra Natanael Jesus de Sousa, ocorrido em 22 de janeiro deste ano, na Taboca do Pau Ferrado, zona sudeste de Teresina. Na ocasião do crime, o acusado, acompanhado de um comparsa, invadiu a casa da vítima e se passou por policial para executar Natanael.

O relatório de indiciamento foi assinado pelo delegado Bruno Ursulino, na última quinta-feira (18).

As investigações do DHPP concluíram que no dia do crime, Natanael Jesus de Sousa estava com sua companheira no interior da residência, no momento em que dois indivíduos entraram ao imóvel anunciando serem policiais, mas logo de início a companheira dele percebeu que os dois não tinham perfil de policial. Em ato contínuo, os acusados passaram a exigir que a vítima entregasse uma pistola.

Foto: Lucas Dias/GP1Homicídio na Taboca do Pau Ferrado
Homicídio na Taboca do Pau Ferrado

Esposa da vítima foi presa no banheiro

A esposa de Natanael Jesus de Sousa foi colocada no banheiro da residência, enquanto um dos indivíduos, identificado como William Gabriel Salazar, instigou Antônio Felipe do Nascimento Castro, vulgo "Macaquinho", a efetuar um tiro contra a vítima. Depois desse momento, a vítima acabou sendo alvejada com vários disparos de arma de fogo e na fuga William Gabriel e Macaquinho deixaram o local, roubando o carro de Natanael, na zona norte de Teresina.

Um dos suspeitos morreu no Maranhão

Um dos suspeitos do crime, William Gabriel Salazar, acabou sendo morto no estado do Maranhão, razão pela qual extingue-se a punibilidade em seu desfavor. “Em relação ao outro, a gente pediu a conversão da temporária em preventiva para que ele continue à disposição da Justiça. A gente tem a qualificadora da impossibilidade de defesa, tendo em vista que todo o contexto, a dissimulação que eles utilizaram, se passando por policiais, a questão de deixá-lo submisso, sem condição nenhuma de defesa. Então, a gente consegue contextualizar e demonstrar nos autos que existia uma cobrança de uma arma de fogo que estaria com a vítima, mas não porque a vítima teria roubado essa arma de fogo e sim porque a vítima emprestava dinheiro e essa arma de fogo teria ficado empenhada até que ele recebesse o dinheiro emprestado”, disse o delegado Bruno Ursulino.

Rapidinhas

A inércia da Justiça por pouco não fez mais uma vítima de feminicídio no Piauí

A segunda tentativa de feminicídio cometida por José Muller de Sousa Penha, no período de uma semana, contra a mesma vítima em Altos, escancarou a inércia da comarca do judiciário de Altos que, mesmo após representação pela prisão preventiva do agressor — e com parecer favorável do Ministério Público — não apreciou o pedido em tempo hábil.

E o resultado foi previsível: a vítima voltou a ser atacada na última sexta-feira (19), em mais uma tentativa de feminicídio.

Foto: Reprodução/WhatsAppJosé Muller de Sousa Penha
José Muller de Sousa Penha

A lentidão da Justiça expôs a vítima, deliberadamente, ao risco de morte, demonstrando um verdadeiro descompasso com as políticas públicas implementadas pela Secretaria de Segurança Pública, que tenta, a todo custo, diminuir os altos índices de feminicídio em todo o estado do Piauí.

Não faltou aviso

A vítima já havia sofrido um ataque no dia 12 de setembro, ocasião em que foi esfaqueada no abdômen em via pública. Depois de receber alta hospitalar, procurou a Polícia Civil para denunciar o caso e delegado André Moreno a ouviu, representou pela prisão preventiva no mesmo dia e mesmo com parecer do Ministério Público, emitido poucas horas depois, não houve resposta do judiciário.

A violência contra a mulher não pode ser tratada com desprezo. Trata-se de um problema estrutural e quando um dos mecanismos de proteção falha, abre-se um abismo na concepção do que se pode esperar por Justiça.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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