O coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Humberto Mácola, afirmou que, embora os alvos da segunda fase da Operação Cartão Fantasma estejam colaborando com as investigações, a Polícia Civil vai pedir a conversão da prisão temporária em preventiva.
Conforme a autoridade policial, eles confessaram a participação no esquema fraudulento que funcionada a partir de uma teia, perpetrando os crimes de associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro, por meio da obtenção fraudulenta de cartões de créditos, solicitados sem o conhecimento ou autorização das vítimas.
Ao todo, três pessoas foram presas e a Justiça determinou o bloqueio e sequestro de contas bancárias, que podem chegar ao montante de R$ 150 mil.
Como funcionava o esquema
De acordo com o delegado Humberto Mácola, o grupo criminoso atuava por meio de um esquema estruturado de fraudes financeiras, utilizando dados de terceiros sem o conhecimento ou autorização das vítimas.
Antes que os cartões chegassem às residências, eles eram interceptados pelos integrantes da organização e utilizados em transações comerciais simuladas. As operações eram realizadas por meio de máquinas de cartão controladas pelo próprio grupo, com o objetivo de gerar prejuízos às vítimas e às instituições financeiras.
Alerta
O delegado Humberto Mácola fez um alerta à população sobre cuidados básicos para evitar golpes e fraudes financeiras envolvendo cartões de crédito e aplicativos bancários. Segundo ele, a atenção a movimentações suspeitas e a checagem frequente das informações no app do banco podem evitar prejuízos aos consumidores.
“A recomendação que a DRCC deixa é que tome muito cuidado com seus cartões de crédito. Qualquer solicitação estranha que você perceba no seu aplicativo, entre em contato imediatamente com o seu banco, ou se o seu cartão for bloqueado, verifique o aplicativo também, porque geralmente quando você pede uma segunda via de cartão, a primeira via é bloqueada. Então é importante que você tenha sempre essa preocupação em analisar frequentemente o seu aplicativo”, finalizou o delegado Humberto Mácola.
Rapidinhas
Delegado Dyego Pascoal deixa DHPP e passa a integrar o DRACO
Por determinação do delegado geral da Polícia Civil do Piauí, o delegado Dyego Pascoal vai deixa o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e passa a integrar o Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).
Com a mudança, o Dyego passa a atuar na delegacia que era coordenada pelo delegado Agenor, que vai para o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD-PC-PI).
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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