O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que investigava o homicídio e a ocultação de cadáver de Eliezio Dias Pereira, conhecido como “Cutula”, ocorrido na zona Sul de Teresina. Ao todo, oito integrantes da facção criminosa Bonde dos 40 foram indiciados por participação no crime. Um nono investigado também foi indiciado por envolvimento com organização criminosa.
O relatório final foi encaminhado à Justiça no domingo (15) pelo delegado Jorge Terceiro, titular da Delegacia de Investigação de Desaparecimento de Pessoas (DESAP), unidade vinculada ao DHPP.
Segundo as investigações, Eliezio desapareceu no dia 29 de junho de 2025 após ir até uma boca de fumo no bairro Promorar, na zona sul de Teresina, para comprar drogas. No local, ele teria sido detido por integrantes do Bonde dos 40.
De acordo com o delegado, a vítima foi agredida e mantida sob domínio dos suspeitos. “A vítima foi agredida, amarrada e amordaçada pelos suspeitos. Em seguida, foi levada em um veículo até uma área isolada na região da Estrada da Alegria, também na zona Sul da capital, onde foi executada com disparos de arma de fogo na cabeça”, explicou Jorge Terceiro.
O corpo de Eliezio foi encontrado apenas em 23 de agosto de 2025, cerca de dois meses após o desaparecimento. A vítima estava com as mãos amarradas e apresentava marcas de tiros na cabeça.
As investigações apontam que o crime pode ter sido motivado por disputa entre facções criminosas. Eliezio morava em uma área dominada por uma organização rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto os suspeitos integram o Bonde dos 40, grupo que atua no bairro Promorar.
Ao todo, oito pessoas foram identificadas com participação direta no assassinato. As prisões começaram na última sexta-feira (6), quando um dos investigados foi capturado. Durante a ação, além do cumprimento do mandado de prisão, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.
No fim de semana seguinte, outros seis mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra investigados que já estavam no sistema prisional por outros crimes. As investigações continuam para esclarecer completamente a dinâmica do caso e identificar possíveis outros envolvidos.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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