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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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Ministério Público denuncia acusado de matar idoso e arrancar língua da vítima em Teresina

A denúncia acolheu o relatório do inquérito conduzido pelo delegado do DHPP, Danúbio Dias.

O Ministério Público do Piauí denunciou Ivan Nowak Oliveira do Nascimento pelo assassinato do idoso José Pereira da Silva, de 81 anos, ocorrido no dia 9 de fevereiro de 2026, no conjunto Teresina Sul.

A denúncia acolheu o relatório do inquérito conduzido pelo delegado do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Danúbio Dias, que indiciou o acusado por homicídio qualificado.

Durante depoimento, o investigado relatou com frieza a sequência de agressões que resultaram na morte do idoso. Segundo a investigação, o crime ocorreu dentro de uma residência, após uma discussão iniciada durante o consumo de bebida alcoólica.

A briga evoluiu rapidamente para violência física. O idoso foi imobilizado no corredor da casa e espancado até a morte com socos, cotoveladas e pisões no rosto. O laudo e os relatos colhidos indicam um nível de agressividade que chamou a atenção dos investigadores.

“Ele tentou novamente pegar o resto de caco de vidro que ficou na mão dele, só que eu travei com o joelho os braços dele e comecei a agredir, e ainda perguntei: ‘é isso mesmo que tu quer?’. Murro, cotovelada, e comecei a pisar na cara dele”, relatou o investigado.

Depoimento mostra a frieza do acusado

Em depoimento, Ivan Nowak Oliveira do Nascimento admitiu ter cortado a língua do idoso e mastigado. “Depois, com o caco de vidro, arranquei a língua dele, e comi a língua dele. Mastiguei a língua dele e cuspi. Comecei a chutar a cara dele infinitamente”, revelou.

Entenda o caso

Um idoso identificado como José Pereira da Silva, 81 anos, foi assassinado a pedradas e teve a cabeça esmagada na madrugada do dia 09 de fevereiro, no conjunto Teresina Sul, na capital. O suspeito do crime foi localizado pouco depois pelas equipes do 17º Batalhão da Polícia Militar do Piauí.

Testemunhas relataram à Polícia Militar, que vítima e acusado estavam ingerindo bebida alcoólica, quando iniciaram um desentendimento. Logo em seguida, os dois partiram para agressões físicas e o acusado acabou buscando uma pedra para arremessar contra a cabeça de José Pereira, que teve o crânio totalmente esmagado.

Rapidinhas

Saiba quem é funcionária presa com R$ 12 mil durante operação do DRACO em Picos

A funcionária de uma empresa terceirizada presa durante operação do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) foi identificada como Edna Meneses de Lima Silva. A ação ocorreu nessa terça-feira (17), no município de Picos.

A operação foi deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí, com apoio da Polícia Civil e da Polícia Militar, e teve como objetivo desarticular uma célula criminosa com atuação na região.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados judiciais. Durante a ação, dois homens e Edna Meneses foram conduzidos à unidade policial. Com o grupo, os policiais apreenderam cerca de 10 quilos de entorpecentes, além de aproximadamente R$ 12 mil em dinheiro.

De acordo com o delegado Charles Pessoa, os alvos da operação já vinham sendo monitorados por equipes de inteligência da Polícia Civil, o que possibilitou o avanço das investigações.

A investigação aponta que o grupo tem ligação com uma organização criminosa e envolvimento em um “tribunal do crime” ocorrido no final de 2025. “As forças de segurança seguem atuando de forma coordenada, com base em investigação qualificada e inteligência, para neutralizar grupos criminosos e reduzir os índices de violência na região”, destacou o delegado.

A operação contou com a participação integrada do DRACO, Delegacia Seccional de Picos, Diretoria de Inteligência da Polícia, Delegacia de Facções, Homicídios e Tráfico de Drogas (DFHT), além da Polícia Militar, por meio do 4º Batalhão, Rocam, BEPI e BOPE.

As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a atuação do grupo criminoso na região.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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