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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
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DHPP indicia acusado de tentar matar tia da ex-mulher na zona norte de Teresina

Relatório do inquérito foi assinado pela delegada Nathália Figueiredo, na última terça-feira (24).

O Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu, dentro do prazo, nessa terça-feira (24), o inquérito que apurou uma tentativa de feminicídio registrada na zona norte de Teresina, no último dia 17 de março deste ano. O acusado, Raimundo Wagner Rodrigues, foi formalmente indiciado por tentativa de feminicídio contra a tia da ex-mulher, no bairro Mocambinho, zona norte de Teresina, e lesão corporal contra a ex-mulher.

À frente das investigações, a delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Investigação de Feminicídio, afirmou que o conjunto probatório não deixou dúvidas quanto à gravidade do caso.

“O entendimento foi pelo indiciamento por tentativa de feminicídio contra Carla Adriana, tia de Gardênia, ex-companheira do acusado. Já Gardênia também figura como vítima, dentro do contexto de lesão corporal, violência doméstica e descumprimento de medida protetiva”, destacou a delegado Nathália Figueiredo.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegada Nathália Figueiredo
Delegada Nathália Figueiredo

A investigação reconstruiu uma sequência de violência. Em um primeiro momento, Raimundo Wagner teria ido até a residência da ex-companheira, onde a agrediu utilizando uma cadeira. Depois, permaneceu nas proximidades, à espreita, desta vez armado com um facão.

Foi nesse segundo momento que Carla Adriana acabou sendo atacada. Mesmo hospitalizada e após passar por procedimento cirúrgico, ela foi ouvida pela polícia e confirmou ter sido surpreendida pelo acusado. A vítima também negou estar armada, versão que foi considerada no fechamento do inquérito.

O laudo de lesões de Gardênia e o histórico de medida protetiva em vigor contra o investigado reforçaram o enquadramento dos crimes. No caso de Carla Adriana, o ponto determinante foi o risco concreto de morte, evidenciado por uma perfuração na região abdominal.

Com o inquérito concluído, o caso foi encaminhado à Justiça e está agora sob análise do Ministério Público, que deverá decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.

Rapidinhas

Carbono Oculto 86: GAECO pede indenização de R$ 74 milhões por dano moral

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Piauí, pediu a condenação dos investigados na Operação Carbono Oculto 86 ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 74,2 milhões.

De acordo com o órgão, o pedido foi formalizado no momento do ajuizamento da ação penal, reforçando a gravidade dos fatos apurados no âmbito da operação. O GAECO também informou que reiterou a solicitação e aguarda decisão do Poder Judiciário sobre o levantamento integral do sigilo dos autos.

Foto: Alef Leão/GP1Posto HD 09
Posto HD 09

A medida, segundo o Ministério Público, é necessária para que todos os esclarecimentos possam ser prestados de forma ampla à sociedade, já que o caso ainda tramita sob restrições de publicidade.

A denúncia apresentada pelo GAECO encontra-se, neste momento, em fase de análise judicial. Cabe agora ao Judiciário decidir sobre o recebimento e o processamento da ação penal contra os denunciados.

Denúncia contra 12 investigados

Também nesta quarta-feira (25), o Ministério Público denunciou 12 pessoas no âmbito da Operação Carbono Oculto 86. Entre os denunciados estão Haran Santhiago Girão Sampaio, Danillo Coelho de Sousa, Thamyres Leite Moura Sampaio, Thayres Leite Moura Coelho, Moisés Eduardo Soares Pereira, Salatiel Soido de Araújo, Denis Alexandre Jotesso Villani, Andressa Castro Alves de Oliveira, João Revoredo Mendes Cabral Filho e Victor Linhares de Paiva.

De acordo com as investigações, o grupo seria parte do braço financeiro e operacional de uma organização criminosa com origem em São Paulo, o Primeiro Comando da Capital, mas com atuação também no Piauí.

Crimes investigados

A denúncia aponta a prática de diversos crimes no estado, incluindo adulteração de combustíveis; fraude no abastecimento de consumidores (como “bomba baixa”); falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Segundo o GAECO, consumidores já vinham percebendo irregularidades nos postos e chegaram a registrar boletins de ocorrência relatando prejuízos.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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