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Colunista Brunno Suênio
Jornalista do GP1
GP1

DHPP pede preventiva dos acusados de matar trabalhador por engano em José de Freitas

O pedido foi protocolado pelo delegado Bruno Ursulino ao Poder Judiciário.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) representou pela prisão preventiva dos acusados de envolvimento no assassinato do trabalhador Francisco Pereira da Rocha, morto por engano em 13 de janeiro, na zona rural de José de Freitas. O pedido foi protocolado pelo delegado Bruno Ursulino.

São eles, Francisco Douglas Alves da Silva, conhecido como “Bigodinho”, apontado como piloto da motocicleta utilizada na ação criminosa; Jefferson Willyam da Silva Santiago, que estava na garupa da moto e, segundo a investigação, teria uma dívida relacionada a um leitão com o suposto mandante do crime e Francisco Cláudio Alves da Silva, apontado como o “olheiro”, responsável por levantar informações sobre a rotina da vítima e repassá-la aos executores.

Foto: Lucas Dias/GP1Suspeitos de matar trabalhador em José de Freitas
Suspeitos de matar trabalhador em José de Freitas

O inquérito que investiga o caso está em fase de finalização e apenas um dos investigados (Francisco Cláudio Alves da Silva) tentou minimizar sua participação, mas deu indícios de envolvimento ao longo do depoimento. De acordo com a polícia, ele é responsável por indicar a localização da vítima aos executores, que se deslocaram até a zona rural para cometer o homicídio.

Os demais interrogados confirmaram que o suspeito estava nas proximidades da vítima e teria dado o sinal para que os atiradores fossem até o local exato onde o trabalhador se encontrava.

A polícia aguarda agora os laudos periciais para fortalecer o conjunto probatório que será encaminhado ao Ministério Público, bem como a manifestação do Judiciário sobre o pedido de prisão preventiva dos alvos.

Condutas individualizadas

O delegado destacou ainda que as condutas dos envolvidos já estão individualizadas. “A conduta já está plenamente individualizada. Conseguimos determinar quem foi o piloto, quem era o garupa e quem fez o levantamento da vítima para direcionar os executores”, concluiu o delegado.

Segundo a investigação: Francisco Douglas Alves da Silva (Bigodinho) pilotava a motocicleta e confessou ter efetuado disparos contra a vítima. Ele também afirmou que a arma apreendida foi a que utilizou no dia do crime: Jefferson Willyam da Silva Santiago, que estava na garupa, também confirmou ter atirado contra o trabalhador e disse ter usado um revólver calibre 38; Francisco Cláudio Alves da Silva teria realizado o levantamento da rotina da vítima e indicado o momento exato para a execução.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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