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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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O que a ciência já sabe: 90% das doenças têm origem no intestino

Quando o intestino está comprometido, o corpo perde sua capacidade natural de se defender e regenerar.

Pouca gente sabe, mas o intestino é muito mais do que um órgão de digestão. Ele é considerado o “segundo cérebro” do corpo humano e exerce influência direta sobre praticamente todos os sistemas do organismo — do imunológico ao nervoso. É por isso que cada vez mais estudos científicos confirmam: a maioria das doenças começa no intestino.

O intestino abriga trilhões de micro-organismos — bactérias, fungos e vírus — que formam o que chamamos de microbiota intestinal. Quando essa microbiota está equilibrada, ela protege o corpo contra inflamações, melhora a digestão, fortalece o sistema imunológico e até regula o humor. Mas quando há desequilíbrio — causado por má alimentação, estresse, sedentarismo, antibióticos em excesso ou álcool — o intestino entra em um estado inflamatório silencioso, que aos poucos compromete todo o corpo.

Esse desequilíbrio, conhecido como disbiose intestinal, aumenta a permeabilidade da parede intestinal. Com isso, substâncias tóxicas e partículas de alimentos mal digeridos “vazam” para a corrente sanguínea, ativando o sistema imunológico de forma crônica. Esse processo está por trás de doenças autoimunes, alergias, depressão, obesidade, diabetes, doenças cardíacas e até câncer.

Além disso, cerca de 70% das células de defesa do corpo estão no intestino. Ou seja, um intestino saudável significa um sistema imunológico forte. Quando ele está comprometido, o corpo perde sua capacidade natural de se defender e regenerar, abrindo caminho para o surgimento de doenças.

Cuidar da saúde intestinal é, portanto, prevenir doenças em todo o corpo. Isso começa com uma alimentação rica em fibras, frutas, legumes e alimentos fermentados; evitar ultraprocessados e açúcar em excesso; beber bastante água; dormir bem e praticar atividade física regular.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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