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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Como identificar se você está correndo em excesso

Um volume exagerado de corrida coloca seu corpo em estado de desgaste, abrindo caminho para lesões.

Correr faz bem. Correr fortalece o coração, limpa a mente e melhora a saúde como poucas atividades conseguem fazer. Mas, como tudo na vida, até o que é saudável pode se tornar prejudicial quando passa da medida. Um volume exagerado de corrida gera uma avalanche de radicais livres, eleva demais o cortisol e coloca seu corpo em estado de desgaste — abrindo caminho para lesões, perda muscular e até envelhecimento precoce.

A pergunta é: como saber se você está ultrapassando o limite? Seu corpo sempre dá sinais. Basta saber interpretá-los.

1. Se a corrida está te deixando sempre cansado, algo está errado

Sentir cansaço após um treino forte é normal. Sentir cansaço o dia inteiro, todos os dias, não é. Se você acorda sem energia, arrastando o corpo para treinar e com sensação de “pilha fraca”, isso é um indício claro de que o volume subiu demais.

2. Dores que não somem: o aviso mais óbvio

Dores musculares constantes, principalmente nas canelas, joelhos, quadril e pés, são sinais de que o corpo não está conseguindo se recuperar.

3. Queda de desempenho mesmo treinando mais

Se você está aumentando o volume, mas seu ritmo está piorando, está perdendo velocidade ou não consegue sustentar treinos que antes eram fáceis, há grande chance de estar passando do ponto. O corpo sobrecarregado rende menos — é simples assim. 

4. Você está perdendo massa muscular

Correr demais sem equilibrar com musculação gera catabolismo. Se está ficando “magrinho demais”, com membros fracos e aparência de desgaste, o volume está exagerado.

5. Resfriados e gripes frequentes

Sistema imunológico enfraquecido = treino demais, descanso de menos. O atleta que corre em excesso vive “meio adoecido”.

Resumindo, você está correndo demais quando seu corpo claramente perde mais do que ganha.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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