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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Ciência comprova que atividade física pode superar remédios no tratamento da ansiedade

A pesquisa analisou 97 revisões científicas, reunindo dados de mais de 1.000 estudos clínicos.

Um dos mais respeitados periódicos científicos do mundo, o British Journal of Sports Medicine, publicou um estudo que reforça algo que a ciência vem mostrando com cada vez mais clareza: o exercício físico é uma poderosa ferramenta no combate à ansiedade — podendo ser tão eficaz ou até mais eficiente do que a terapia psicológica ou o uso de antidepressivos.

A pesquisa analisou 97 revisões científicas, reunindo dados de mais de 1.000 estudos clínicos e mais de 128 mil participantes. Os resultados foram contundentes: pessoas que praticavam atividade física de forma regular apresentaram redução significativa dos sintomas de ansiedade, depressão e sofrimento psicológico, muitas vezes superior à observada em tratamentos tradicionais.

Em algumas análises, os pesquisadores observaram que o exercício físico foi até 1,5 vez mais eficaz do que medicamentos ou aconselhamento psicológico quando comparado ao cuidado convencional. E o mais interessante: não existe um único tipo de exercício “ideal”. Caminhadas, musculação, atividades aeróbicas, pilates, yoga e exercícios combinados mostraram benefícios consistentes para a saúde mental.

Os cientistas explicam que o exercício atua diretamente no cérebro, aumentando a liberação de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina e dopamina, além de estimular fatores que melhoram a plasticidade cerebral. Também há redução do estresse, da inflamação e melhora da autoestima, do sono e da sensação de controle emocional.

O estudo não descarta o papel da terapia ou dos medicamentos, especialmente em casos mais graves. No entanto, a conclusão é clara: o exercício físico não deve ser visto apenas como complemento, mas como uma verdadeira estratégia terapêutica, acessível, de baixo custo e com inúmeros benefícios colaterais positivos.

Em tempos de aumento alarmante dos transtornos de ansiedade, a ciência manda um recado direto: mexer o corpo é, também, cuidar da mente.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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