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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Criança não só pode, como deve treinar força muscular

O fator determinante para a segurança não é a idade, mas sim a qualidade do programa de treino.

Durante muito tempo se difundiu o mito de que o treinamento de força faria “mal” para crianças, prejudicaria o crescimento ou sobrecarregaria ossos e articulações. A ciência moderna, porém, mostrou exatamente o contrário: quando bem orientado, o treino de força é seguro, necessário e fundamental para o desenvolvimento saudável na infância.

Hoje existe consenso entre as principais entidades científicas do mundo — como o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), a American Academy of Pediatrics (AAP), a National Strength and Conditioning Association (NSCA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) — de que crianças e adolescentes podem e devem realizar exercícios de força.

Foto: Divulgação/AscomDemóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

Essas instituições afirmam que o treinamento de força na infância:

1.Não prejudica o crescimento nem interfere nas cartilagens de crescimento;

2.Reduz o risco de lesões esportivas, pois fortalece músculos, tendões e articulações;

3.Melhora a coordenação, o equilíbrio e o controle motor;

Diversos estudos clínicos mostram que os ganhos de força na infância ocorrem principalmente por adaptações neuromusculares (melhor recrutamento motor e coordenação), e não por hipertrofia expressiva — ou seja, a criança treina para ficar mais funcional e mais protegida, não para ganhar massa muscular exagerada.

O fator determinante para a segurança não é a idade, mas sim a qualidade do programa de treino: exercícios adequados à maturação biológica, cargas progressivas, supervisão profissional e foco na técnica. Movimentos com o peso do próprio corpo, elásticos, medicine balls e cargas leves são excelentes estratégias de início.

Em um mundo em que crianças passam cada vez mais tempo sentadas e expostas ao sedentarismo precoce, o treinamento de força deixa de ser opcional — torna-se uma estratégia de saúde pública.

Em resumo, importante esclarecer que criança forte é criança mais saudável, mais coordenada, com menor risco de lesões e maior probabilidade de se tornar um adulto fisicamente ativo.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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