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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Açúcar no cérebro de uma criança é sinônimo de TDAH

O cérebro da criança ainda está em formação e extremamente sensível aos estímulos externos.

Você daria uma colher de hiperatividade para seu filho todos os dias? Pois é exatamente isso que muitos pais fazem sem perceber, ao oferecerem excesso de açúcar às crianças. Estudos já demonstram o impacto direto do consumo exagerado de açúcar no funcionamento cerebral infantil — e uma das consequências mais alarmantes é o aumento de casos de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

O cérebro da criança ainda está em formação e extremamente sensível aos estímulos externos, especialmente aos alimentares. Quando a criança consome muito açúcar — balas, refrigerantes, biscoitos recheados, bolos industrializados, achocolatados — ocorre um verdadeiro “curto-circuito” químico no cérebro. A liberação exagerada de dopamina, o neurotransmissor do prazer, causa euforia, agitação, impulsividade e dificuldade de concentração. São exatamente os principais sintomas do TDAH.

Mais grave ainda: o consumo crônico de açúcar altera a forma como o cérebro responde à dopamina. Com o tempo, a criança passa a precisar de doses cada vez maiores de açúcar para obter o mesmo efeito, entrando num ciclo perigoso de dependência alimentar e desregulação emocional.

É claro que o TDAH tem múltiplas causas — genéticas, ambientais e comportamentais. Mas é impossível ignorar o papel da alimentação nesse cenário. Não é coincidência que os diagnósticos de TDAH disparam enquanto o consumo de açúcar e ultraprocessados também dispara entre as crianças.

Portanto, se você quer proteger a saúde mental e cognitiva do seu filho, comece pelo prato dele. Menos açúcar é mais foco, mais equilíbrio, mais aprendizado e mais saúde.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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