As academias populares ao ar livre se multiplicaram por praças, calçadões e espaços públicos do Brasil inteiro. À primeira vista, parecem uma solução simples e eficaz para promover saúde à população. No entanto, falta um detalhe essencial: sem a presença de um Profissional de Educação Física orientando o uso dos equipamentos, essas academias simplesmente não funcionam.
Pior: o uso incorreto dos aparelhos pode causar lesões, reforçar vícios de postura e ainda gerar frustração por falta de resultados. O que era para ser um espaço de promoção da saúde se transforma, muitas vezes, em cenário de abandono ou uso inadequado.
E o mais revoltante é que esse modelo mal planejado serviu apenas para favorecer políticos corruptos, que viram nessas academias uma oportunidade de desviar recursos públicos em nome de um projeto que, na prática, não entrega o que promete. Gastaram milhões com compra e instalação de equipamentos que viraram enfeite de praça, enquanto a população continua sem orientação, sem segurança e sem resultados.
A boa notícia é que existe uma solução prática e acessível: o poder público pode firmar convênios com universidades particulares, estaduais ou federais, permitindo que estagiários do curso de Educação Física atuem nesses espaços.
Essa parceria é de baixo custo, gera oportunidade de aprendizado para os alunos e, acima de tudo, leva orientação qualificada para quem mais precisa. Atividade física é coisa séria e deve ser tratada com responsabilidade. Equipamento sozinho não resolve: é a presença humana, capacitada e engajada, que faz a diferença.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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