Muitos idosos vivem hoje uma realidade preocupante e pouco falada: a desnutrição. Ao contrário do que muitos imaginam, não é preciso estar magro para estar desnutrido. A desnutrição no idoso pode ocorrer mesmo em pessoas com sobrepeso, pois está ligada não apenas à quantidade, mas principalmente à qualidade dos alimentos consumidos.
Um estudo publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2020) mostrou que cerca de 38% dos idosos avaliados em ambulatórios de geriatria apresentavam algum grau de desnutrição ou estavam em risco nutricional, mesmo sem sinais aparentes.
Com o avanço da idade, ocorrem diversas mudanças fisiológicas: o apetite tende a diminuir, a mastigação e a digestão ficam mais lentas, e o paladar se altera. Além disso, muitos vivem sozinhos, com pouca disposição ou condições para preparar uma refeição adequada. Como resultado, acabam se alimentando mal, com poucas fontes de proteína, vitaminas e minerais — nutrientes fundamentais para manter a saúde, a imunidade, a massa muscular e a disposição no dia a dia.
A desnutrição pode trazer sérias consequências: perda de força muscular, maior risco de quedas, enfraquecimento do sistema imunológico, piora de doenças crônicas e até aumento da mortalidade.
Por isso, é fundamental que o idoso passe por uma avaliação nutricional regular. E mais importante ainda: que essa avaliação seja feita por um profissional especializado na terceira idade, pois só ele saberá interpretar corretamente os sinais do corpo envelhecido e propor um plano alimentar compatível com as necessidades e limitações de cada fase da vida.
Cuidar da alimentação do idoso é cuidar da sua saúde, da sua autonomia e da sua qualidade de vida. Avaliação nutricional na terceira idade não é luxo, é necessidade.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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