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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Mulheres constrangidas na academia: o que está por trás da incontinência em mulheres?

Esse desconforto não é raro, mas muitas vezes é silenciado por vergonha ou desinformação.

A musculação é uma excelente prática para a saúde feminina em todas as fases da vida, inclusive na terceira idade. No entanto, muitas mulheres — especialmente senhoras — enfrentam um problema constrangedor durante os treinos: episódios de incontinência urinária durante a execução de certos exercícios. Esse desconforto não é raro, mas muitas vezes é silenciado por vergonha ou desinformação.

O que muita gente não sabe é que esse quadro pode estar diretamente relacionado à fraqueza ou disfunção do assoalho pélvico — um conjunto de músculos responsáveis por sustentar órgãos como bexiga, útero e intestino, e controlar a continência urinária e fecal.

Foto: DivulgaçãoDemóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

Durante os exercícios de força, principalmente aqueles que aumentam a pressão intra-abdominal (como agachamentos, leg press, ou levantamento terra), o assoalho pélvico precisa estar forte e coordenado para suportar essa carga adicional. Quando esses músculos estão enfraquecidos, é comum ocorrer perda involuntária de urina.

Por isso, a avaliação do assoalho pélvico feita por uma fisioterapeuta especializada é fundamental para mulheres que praticam musculação — especialmente para aquelas que já passaram pela gestação, menopausa ou que relatam desconfortos ou perdas urinárias durante os treinos.

Essa avaliação pode identificar disfunções antes que elas se agravem e orientar o tratamento correto, que muitas vezes inclui exercícios específicos de fortalecimento do assoalho pélvico, além de ajustes na rotina de treinos.

Cuidar da saúde pélvica é cuidar da autonomia, da autoestima e da qualidade de vida. Por isso, musculação e fisioterapia pélvica devem caminhar juntas, garantindo que a mulher se fortaleça por inteiro — inclusive por dentro.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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