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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
GP1

Quando os próprios personal trainers prejudicam a profissão

Muitas academias estão cheias de profissionais que são verdadeiros "palhaços" de rede social.

Muitas academias estão cheias de personal Treiners que são verdadeiros "palhaços" de rede social. Gente que transforma a sala de musculação em palco de bizarrices só para arrancar likes e views. Inventam “exercícios” mirabolantes que não servem para absolutamente nada além de impressionar quem não entende do assunto e ainda pode colocar em risco a integridade física de seus clientes. Variações simbólicas, combinações ridículas, movimentos sem qualquer lógica — um verdadeiro circo para o algoritmo.

O problema é que esse teatro não gera resultado. Nunca gerou. Corpo forte, saúde e desempenho vêm do básico bem feito, da aplicação séria dos princípios do treinamento esportivo. Sobrecarga, progressão, consistência. Mas isso não dá engajamento, não rende curtida fácil, não chama atenção no feed.

Foto: Demóstenes RibeiroDemóstenes Ribeiro
Demóstenes Ribeiro

Esse espetáculo barato ajudou a banalizar a profissão do personal trainer. Ao invés de ciência, vendem entretenimento. Ao invés de treinar, fazem showzinho. Resultado? Alunos enganados, profissionais desvalorizados e uma musculação cada vez mais ridicularizada.

Musculação não é palco. Não é show. Não é circo. Quem busca resultado de verdade precisa parar de seguir personagens e voltar a respeitar o que funciona: treino sério, simples e eficiente. O resto é palhaçada.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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