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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Seu cérebro passa fome quando você não se movimenta

A falta de movimento reduz a capacidade de concentração, prejudica a memória e aumenta a ansiedade.

Assim como o corpo precisa de nutrientes para sobreviver, o cérebro precisa de estímulos físicos para funcionar bem. Movimento é alimento cerebral. Quando você se mexe — caminha, treina, sobe escadas, levanta peso — o fluxo sanguíneo para o cérebro aumenta, levando mais oxigênio e nutrientes. É nesse momento que neurônios se comunicam melhor, novas conexões são formadas e substâncias fundamentais para a saúde cerebral, como o BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro), são liberadas.

Um cérebro parado começa a “passar fome”. A falta de movimento reduz a capacidade de concentração, prejudica a memória, aumenta o risco de ansiedade e depressão e acelera processos ligados ao envelhecimento cerebral, como o declínio cognitivo e as demências. Não por acaso, pessoas fisicamente ativas apresentam menor risco de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

Movimentar o corpo é uma forma poderosa de cuidar da mente. Exercícios, especialmente os que envolvem grandes grupos musculares como as pernas, funcionam como um verdadeiro banho de vitalidade para o cérebro. Eles regulam o humor, melhoram o sono, fortalecem a memória e deixam o cérebro mais resistente ao estresse.

Portanto, se você se preocupa em comer bem para nutrir o corpo, deveria se preocupar em se mover para nutrir o cérebro. Assim como ninguém vive bem sem comida, ninguém pensa, decide e envelhece bem sem movimento. O corpo se mexe, mas quem agradece — e muito — é o cérebro.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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