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Colunista Demóstenes Ribeiro
Educador físico. Sua coluna aborda temas voltados à saúde muscular.
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Cortar a Educação Física da escola é formar uma geração mais fraca — física e emocionalmente

A Educação Física é uma das poucas disciplinas que trabalham o ser humano de forma completa.

Retirar ou diminuir a Educação Física das escolas não é apenas uma decisão pedagógica — é uma decisão que impacta diretamente o futuro da sociedade. Quando se corta a Educação Física, não se está apenas retirando uma aula da grade curricular. Está se retirando uma ferramenta poderosa de formação física, emocional e social.

A Educação Física é uma das poucas disciplinas que trabalham o ser humano de forma completa. Enquanto outras matérias desenvolvem o raciocínio e o conhecimento teórico, a Educação Física desenvolve o corpo, a disciplina, o respeito às regras e a convivência coletiva. Na quadra, a criança aprende a esperar sua vez, a lidar com vitórias e derrotas, a respeitar colegas e professores. São lições que vão muito além do jogo — são lições para a vida.

Foto: Arquivo pessoal/Demóstenes RibeiroCortar a Educação Física da escola é formar uma geração mais fraca — física e emocionalmente
Cortar a Educação Física da escola é formar uma geração mais fraca — física e emocionalmente

Do ponto de vista físico, o prejuízo é evidente. Vivemos uma geração cada vez mais sedentária, cercada por telas, com menos movimento e mais problemas de saúde desde cedo. A ausência da Educação Física contribui para o aumento da obesidade infantil, da falta de condicionamento físico e do surgimento precoce de doenças que antes eram típicas da vida adulta. Uma criança que não se movimenta hoje tem grande chance de se tornar um adulto doente amanhã.

Mas talvez o impacto mais silencioso seja o emocional. A prática regular de atividades físicas ajuda a reduzir a ansiedade, melhora o humor e aumenta a autoestima. Crianças que participam das aulas de Educação Física tendem a ser mais confiantes, mais resilientes e mais preparadas para enfrentar desafios. Quando essa oportunidade é retirada, cresce o risco de formar jovens mais inseguros, ansiosos e com dificuldade de lidar com frustrações.

Uma sociedade que reduz a Educação Física nas escolas está, na prática, investindo menos em saúde, em disciplina e em equilíbrio emocional. O resultado disso aparece com o tempo: mais sedentarismo, mais doenças, mais dificuldades de convivência e menos preparo para os desafios da vida adulta.

Valorizar a Educação Física não é um luxo, nem um privilégio — é uma necessidade. Porque quando se corta a Educação Física da escola, não se economiza tempo nem recursos. O que se faz, na verdade, é formar uma geração mais fraca — física, emocional e socialmente. E essa é uma conta que toda a sociedade acaba pagando no futuro.

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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