Existe uma epidemia silenciosa que não é causada por vírus nem por bactérias. Ela avança todos os dias, afeta milhões de pessoas e consome bilhões dos cofres públicos: o sedentarismo.
A falta de atividade física está diretamente relacionada ao aumento de doenças como hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade, infarto, AVC, osteoporose, depressão e diversos tipos de câncer. Essas doenças exigem consultas médicas, exames, medicamentos, internações e, muitas vezes, tratamentos prolongados, gerando um enorme impacto financeiro para os sistemas de saúde.
O mais preocupante é que grande parte desses gastos poderia ser evitada. A prática regular de atividade física é uma das estratégias mais eficazes e de menor custo para prevenir e auxiliar no tratamento de inúmeras doenças crônicas. Uma população fisicamente ativa adoece menos, utiliza menos medicamentos, necessita de menos internações e mantém sua autonomia por mais tempo.
Quando uma pessoa adota um estilo de vida sedentário, não é apenas sua saúde que sofre as consequências. Toda a sociedade acaba pagando a conta através do aumento dos gastos públicos com saúde, da redução da produtividade no trabalho e do crescimento do número de afastamentos por problemas de saúde.
Investir na promoção da atividade física não deve ser visto como gasto, mas como economia. Cada praça com programas de exercícios, cada ciclofaixa, cada projeto esportivo comunitário e cada campanha de incentivo ao movimento representa uma oportunidade de reduzir doenças e aliviar a pressão sobre hospitais e postos de saúde.
A verdade é simples: enquanto o sedentarismo continua crescendo, os custos com saúde também aumentam. Combater a falta de movimento não é apenas uma questão de qualidade de vida, mas uma necessidade econômica e social. Uma população mais ativa é uma população mais saudável, mais produtiva e que custa muito menos aos sistemas de saúde.
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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