Um mistério envolvendo o uso de dinheiro público assombra a Câmara Municipal de Batalha, na região Norte do estado. A aquisição de uma picape Fiat Strada, realizada e paga pela gestão anterior, no final de 2024, ainda não teve um desfecho. O veículo, destinado ao uso dos vereadores e às demandas legislativas, simplesmente não apareceu nas dependências da Casa, mesmo após oito meses da transação. A denúncia foi formalizada pelo vereador Sargento Machado, que cobra transparência e uma solução por parte da atual mesa diretora.
A compra, documentada na prestação de contas de dezembro de 2024, detalha que o veículo custou R$ 127.900,00. Conforme os registros, a Câmara transferiu o valor de R$ 120.000,00 para a empresa Empório 77 LTDA., sediada em Santa Inês, no Maranhão. O processo licitatório, a nota de empenho, a nota fiscal e o comprovante de pagamento constam nos arquivos da instituição, confirmando a legalidade da transação financeira, mas o bem adquirido permanece ausente.
Inconformado com a situação, o vereador Sargento Machado protocolou nessa segunda-feira (01) um ofício direcionado à presidência da Câmara. No documento, ele solicita informações sobre quais medidas administrativas ou criminais foram tomadas para apurar o caso. Além disso, o parlamentar pediu o desentranhamento dos documentos originais da prestação de contas, como a nota fiscal e o comprovante de pagamento, a fim de preservar as provas para futuras ações legais.
O vereador ressalta que a situação pode configurar não apenas uma falha administrativa, mas também um crime contra o patrimônio público. A aquisição ocorreu durante a gestão do ex-presidente Guilherme Machado, e agora a responsabilidade de apurar os fatos recai sobre a atual presidência. A expectativa do vereador é que a assessoria jurídica da Casa, apresente um parecer e indique as providências que estão sendo adotadas para responsabilizar os envolvidos.
O parlamentar afirma que seu principal objetivo é "trabalhar com a verdade" e garantir que o patrimônio público seja respeitado. Para o vereador, a conclusão é clara: "O certo é que esse carro tem que vir para a garagem da Câmara, porque é um dinheiro do povo".
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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