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Presidência da República não é refúgio de oportunistas


O resultado das urnas à Presidência da República, em 03/10/2010, surpreendeu a candidata Dilma Rousseff, a claque petista e partidos de apoio, que se valeram das questionadas pesquisas eleitorais para cantarem vitória antecipada. Tudo já estava preparado na corte palaciana do Planalto para a grande comemoração, que não ocorreu. Com maturidade, o eleitor respondeu que o Brasil não respira a pseudoatmosfera ventilada pelos arautos do governo. Assim, mais uma oportunidade se abriu, com o segundo turno, para que o eleitor brasileiro possa reflitir com maior responsabilidade sobre a escolha daquele ou aquela que deverá conduzir os destinos desta nação. Lembrando que ninguém ou nenhum grupo político é insubstituível.

O Brasil é hoje um somatório de trabalho de todos os seus governantes. Os erros e acertos fazem parte das administrações. A tentativa de enaltecer somente a gestão do governo petista, para se perpetuar no poder, propende, perigosamente, para os indesejáveis regimes totalitários, e isso não é bom para a democracia brasileira.

Dos candidatos de expressão sabatinados em primeiro turno, ficou evidenciado de forma inequívoca que a representante petista, Dilma Rousseff, foi a que demonstrou maior despreparo para dirigir o país. Escudada na imagem carismática do presidente Lula, como trunfo de candidatura, o seu desempenho nos debates públicos foi pífio, titubeante, confuso e impreciso em suas manifestações. Limitou-se apenas a defender a gestão do governo Lula e a fazer promessas de cumprimento de programas, que não foram, em realidade, executados em oito anos de governo, como o combate à erradicação da miséria e do desemprego, a falta de uma política positiva de saúde pública, bem como de segurança pública nacional. Dilma Rousseff mascara a realidade brasileira de um pais com graves problemas sociais ainda não resolvidos, fazendo promessas que não cumprirá.

Vale aqui lembrar a sábia lição do poeta Olavo Bilac, em O Trabalho: "Não nasce a planta perfeita, Não nasce o fruto maduro, E para ter a colheita, É preciso semear." O governo Lula, Dilma Rousseff e outros petralhas não plantaram nada. Não semearam para colher. Não ensinaram o povo humilde a trabalhar. Apenas como medida assistencialista e eleitoreira criaram o Bolsa-Família, cujo instrumento veio formar uma legião de cidadãos adultos parasitários, que preferem viver à custa do asssistencialismo a procurar emprego. Ademais, o governo federal está colhendo os frutos de árvores plantadas pelos governos anteriores, não obstante o seu não reconhecimento. Sem o Plano Real, com a redução da inflação, que possibilitou a retomada do desenvolvimento brasilero, o governo petista não teria condição de atingir resultados safisfatórios. O grande mérito do governo Lula foi ter dado continuidade à política econômica de FHC.

Iludem-se aqueles que pensam que o eleitor brasileiro não sabe distinguir o joio do trigo. Isso ficou patente com o grande desempenho eleitoral da candidata Marina Silva, que foi beneficiada com os eleitores petistas descontentes com o envolvimento do PT/Dilma Rousseff/Erenice Guerra com os episódios dos dossiês, quebra de sigilos na Receita Federal e suspeitas de tráfico de influência.

O Brasil não pode ficar na mão de aventureiros, sem experiência e competência administrativa. Não faça do governo federal um refúgio de oportunistas. O candidato José Serra já provou que tem experiência e competência para dirigir o país, pelos inúmeros serviços públicos prestados à nação. Quem já foi prefeito e governou o maior polo econômico e industrial brasileiro, São Paulo, com competência e sem mácula de corrupção, está credenciado a ser o nosso presidente da República.

Lembrem-se, senhores eleitores brasileiros, de que a ex-presidente chilena, Michelle Bachelet, também brilhou nas pesquisas em final de governo com excelente aprovação (cerca de 80%). Mas na hora H o povo chileno, inteligente, viu que o continuísmo não era uma boa solução. E não elegeu o candidato do governo. Assim, vote com responsabilidade, elegendo em segundo turno o candidato José Serra, mais bem preparado, e que sem revanchismo dará continuidade aos bons programas em andamento, bem como saberá com competêncai e experiência conduzir o Brasil ao desenvolvimento e reparar as injustiças sociais.

*Julio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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