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Governadora competente


Dói nos adversários políticos ver hoje o Rio Grande do Sul com as suas finanças em dia. Até um pacto em vão para levantar a saúde financeira estadual foi firmado. E coube à paulista Yeda Crusius, mais gaúcha do que muito marmanjo de botas, bombacha e bigode lá de Moçoroca, mostrar o seu desprendimento e competência técnica para vencer as barreiras do antagonismo político estadual e federal em épocas de tempestades petistas.

Essa governadora deveria ser reverenciada por todos os gaúchos independente de suas inclinações partidárias, pois soube trabalhar sem alardes e sob chuva ácida dos incompetentes adversários petistas, que fizeram de tudo para atrapalhar a sua administração. Mas foram derrotados pela Justiça e pela Assembléia Legislativa. Essa Ieda é mulher competente. Imaginem com o bastão de presidente da República? Daria um banho de competência em Dilma Rousseff e no seu guia espiritual e orientador, o presidente Lula.

Yeda Crusius recebeu o Estado do Rio Grande do Sul com um enorme "buraco financeiro" de mais de décadas e soube, com a capacidade que faltou a seus antecessores e principalmente ao governo Olívio Dutra - o pior deles -, demonstrar competência técnica e pública em apenas quatro anos de gestão. Bem diferente, por exemplo, do governo do presidente Lula que pegou uma economia estável, sem rombo financeiro, e só teve o cuidado de dar continuidade ao que encontrou, mas não teve a cortesia de reconhecer o trabalho de seus predecessores

A governadora gaúcha conseguiu, em apenas quatro anos, dar resposta aos petistas em geral de como se administra um ente público sem apoio federal, sem alardes, sem apelos assistencialistas para angariar simpatias políticas, e sob a tempestade forjada pelos petistas de sempre, que têm telhado de vidro, mas gostam de jogar pedra no telhado dos outros como se fossem exemplos de alguma vestal.

Gostaria de ver o Lula, no seu lugar, resolvendo o "abacaxi" que ela pegou. Pois, governar um Estado, guardadas as devidas proporções, requer mais competência do que ser presidente da República, o qual tem à sua disposição todo o dinheiro da Nação. E o Lula, certamente, se daria mal porque o seu perfil é de vida política sindicalista e não de um administrador público de competência técnica. Entretanto, não podemos negar que ele é um exímio na arte de fazer política de interesses, de toma lá, dá cá, sabe tergiversar, e se for necessário ele é capaz de se irmanar até com o diabo para tirar vantagem, como o fez ao dar apoio político ao Sarney nos momentos difíceis por que passou no Senado, envolvido com os atos secretos. A sua esperteza política transcende os limítrofes nacionais ao se apresentar no exterior com a bandeira de propagandista de um Brasil irreal, que ele mesmo atesta que só agora, oito anos depois de governar o País, resolveu liberar recursos para investimento em saneamento básico nacional, para tirar, veja só, o brasileiro da "merda". Então, esperou oito anos de governo para anunciar no paupérrimo Maranhão do clã Sarney que estava tirando o brasileiro da "merda", como jogada lambe-botas política visando cooptar apoio do marimbondos de fogo a seu projeto de levar a não diplomada na Unicamp, Dilma Rousseff, à sucessão no Planalto?

Sou contra a reeleição de qualquer político. Mas dentro das regras vigentes, a gorvernadora Yeda Crusius se apresenta como a mais preparada dos candidatos ao Palácio Piratini.

*Julio César Cardoso é Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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