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Câmara protege mau dirigente esportivo


A necessidade de maior transparência aos gastos das agremiações esportivas não pode ceder espaço ao lobby de cartolas no Congresso, que estão mal-intencionados com a administração dos clubes.

O Brasil não pode ser formado de políticos imorais, que só querem obter vantagem para si ou para grupo que representa. Lamentavelmente, o nosso sistema ultrapassado político do voto obrigatório não permite que o povo tenha voz ativa dentro do Congresso para cassar diretamente políticos solertes.

A dificuldade de se formar um Congresso com políticos honrados, alinhados com os valores morais da República, sem corporativismo, sem interesse pessoal, mas visando apenas resolver os grandes problemas de interesse da coletividade social, passa pela necessidade de uma ampla reforma política para acabar com o voto obrigatório, com a reeleição parlamentar, bem como para introduzir princípios de democracia direta e semidireta, dando ao povo maior poder de interferência (direta) no Congresso, porque está comprovado que somente o voto não seleciona o melhor político.

Tempos atrás, foi aprovada a imoral loteria esportiva para atender às dificuldades financeiras de clubes de futebol, uma vergonha diante dos demais brasileiros endividados, que não são bafejados com a sorte de ser político, e tem de pagar as suas dívidas sem apoio governamental.

Agora se tenta aliviar a responsabilidade de dirigentes de clubes de futebol, na votação do substitutivo à Medida Provisória 502/10, que trata das mudanças na Lei Pelé. É muito engraçado! O torcedor gasta para manter um clube, e o dirigente incompetente e malversador irresponsável comete irregularidade e não quer ser punido? Isso é uma palhaçada. Ladrão é ladrão, irresponsável é irresponsável, e todos perante a Constituição devem ser tratados da mesma forma. Por que o dirigente safado não deve ser responsabilizado por seus atos? Clube de futebol é uma empresa comercial como outra qualquer. Os seus sócios não podem ser lesados. Quem comete irregularidade não pode contestar a cobrança e muito menos deixar de pagar o dano causado. Que circo é esse, em que o público não pode exigir que o palhaço faça “palhaçada”? Está tudo errado. Quem malversa uma empresa tem mais é que ser punido, ó senhores deputados federais!


*Júlio César Cardoso
Bacharel em Direito e servidor federal aposentado


*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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