*Júlio César Cardoso
O nosso Congresso Nacional está uma vergonha. Repleto de politiqueiros defendendo os seus interesses ou de partidos não voltados às soluções dos problemas brasileiros. Não votam as leis necessárias ao país e se indignam quando o STF, provocado, estabelece as regras, ou quando, por omissão legislativa de fazer as leis para o país se desenvolver, se depara com medida provisória do Executivo, "em função legislativa", para poder o Brasil sair de seu arcaísmo portuário.
Assim, vê-se um Congresso incompetente, que não busca resolver os problemas da República, sujeitar-se às imposições de medidas provisórias do Executivo, por incúria e desavenças interpartidárias de seus parlamentares, que sabotam a aprovação de medidas importantes, atravancando a vida do país, e o pior: temos um Senado Federal que nada mais é do que um apêndice da Câmara Federal, que não apita nada, e por isso melhor seria a adoção do regime unicameral.
Ora, matéria como a que cria o novo marco regulatório para o setor portuário, de grande importância para o país, deveria ser uma constante preocupação de nossos parlamentares com projetos similares, o que, infelizmente, não ocorre. Daí o Poder Executivo continuar a preencher o espaço que seria do Legislativo. E não adianta agora, por exemplo, o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) destilar desbragada diatribe contra a aprovação açodada da Medida Provisória 595/12, porque tudo isso é o efeito da forma deformada pela qual vem agindo o nosso Parlamento. E, independente de paixões partidárias, a aprovação da referida medida provisória foi uma vitória do Brasil.
*Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado
Imagem: GP1
Júlio César Cardoso
Júlio César CardosoO nosso Congresso Nacional está uma vergonha. Repleto de politiqueiros defendendo os seus interesses ou de partidos não voltados às soluções dos problemas brasileiros. Não votam as leis necessárias ao país e se indignam quando o STF, provocado, estabelece as regras, ou quando, por omissão legislativa de fazer as leis para o país se desenvolver, se depara com medida provisória do Executivo, "em função legislativa", para poder o Brasil sair de seu arcaísmo portuário.
Assim, vê-se um Congresso incompetente, que não busca resolver os problemas da República, sujeitar-se às imposições de medidas provisórias do Executivo, por incúria e desavenças interpartidárias de seus parlamentares, que sabotam a aprovação de medidas importantes, atravancando a vida do país, e o pior: temos um Senado Federal que nada mais é do que um apêndice da Câmara Federal, que não apita nada, e por isso melhor seria a adoção do regime unicameral.
Ora, matéria como a que cria o novo marco regulatório para o setor portuário, de grande importância para o país, deveria ser uma constante preocupação de nossos parlamentares com projetos similares, o que, infelizmente, não ocorre. Daí o Poder Executivo continuar a preencher o espaço que seria do Legislativo. E não adianta agora, por exemplo, o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) destilar desbragada diatribe contra a aprovação açodada da Medida Provisória 595/12, porque tudo isso é o efeito da forma deformada pela qual vem agindo o nosso Parlamento. E, independente de paixões partidárias, a aprovação da referida medida provisória foi uma vitória do Brasil.
*Júlio César Cardoso é bacharel em Direito e servidor federal aposentado
*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1
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