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Quem tem padrinho político não morre pagão


  • Foto: DivulgaçãoJúlio César CardosoJúlio César Cardoso

O país infelizmente é dos espertalhões políticos e daqueles que se ancoram em políticos para tungar o Erário.

O empreguismo, sem concurso na área pública do Legislativo, continua sendo um escândalo patrocinado por parlamentares indecorosos.

Não morre pagão quem padrinho politico. Primo dos Bolsonaro, Léo Índio, após deixar o gabinete do senador do dinheiro escondido nas nádegas Chico Rodrigues (DEM-RR), foi contratado a pedido do senador Carlos Viana (PSD-MG) para ser assessor parlamentar da Primeira Secretaria do Senado, comandada pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC), com salário de R$ 17.319,31.

O Brasil vai de mal a pior e não tem jeito. Aqui só tem sacripanta mamando nas tetas da nação. E olha que as tetas da nação tem conseguido sustentar toda essa cambada de biltres, que suga o dinheiro do país.

Enquanto milhões de brasileiros estão desempregados, vivendo nas ruas e comendo o pão que o diabo amassou, políticos inescrupulosos e oportunistas, assim como elementos da estirpe de Léo Índio gozam das benesses públicas.

Léo Índio – parente de Jair Bolsonaro, cuja família vive também das prebendas públicas – se tivesse competência estaria ganhando a vida trabalhando aqui fora. Mas como não tem, foi se encostar no emprego fácil dos gabinetes corruptos de parlamentares, que representam verdadeiros antros do empreguismo de incompetentes.

Enquanto os políticos encontram colocação de trabalho na área pública a seus apaniguados, percebendo altos salários pagos pelo bolso dos contribuintes, os desempregados honestos e competentes, que não têm padrinho político, vivem na rua da amargura.

É preciso que a sociedade seja mais atuante na fiscalização dos atos praticados por políticos. O empreguismo indecoroso nos gabinetes de parlamentares só persiste pela omissão dos eleitores e contribuintes de não exigirem moralização dos gastos públicos.

Júlio César Cardoso

Servidor federal aposentado

Balneário Camboriú - SC

*** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do GP1

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